São Paulo – O vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, fez uma palestra sobre o mercado dos países islâmicos e o comportamento de seus consumidores nesta sexta-feira (11), em Brasília, último dia do curso “O Mundo Islâmico”, promovido pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) no Instituto Rio Branco, a escola de diplomatas do Itamaraty.
Hannun apresentou a conjuntura atual do mercado, como seu tamanho, e características da população destes países, como o fato da juventude representar sua maior parcela, além de tendências, como a demanda cada vez maior por produtos e serviços halal, ou seja, que respeitem as tradições islâmicas.
“Procuramos mostrar os desafios na área de comunicação e para conquistar estes mercados”, afirmou o executivo. “Falamos também do tema da diplomacia econômica”, acrescentou.
No último caso, Hannun destacou o trabalho da Câmara Árabe, que além das ações de promoção comercial propriamente ditas, realiza intenso trabalho institucional junto a governos, câmaras de comércio e outras entidades empresariais do mundo árabe para fortalecer as relações do Brasil com a região.
Ele ressaltou que a Câmara orienta os empresários brasileiros a agir dentro deste contexto, no qual há respeito pela cultura do outro e construção de um relacionamento pessoal antes da realização de negócios de fato.
O executivo mostrou aos participantes dados que revelam que os produtos brasileiros estão evoluindo no gosto dos consumidores árabes.
Há em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um centro de economia islâmica que divulga um ranking de países fornecedores de produtos e serviços halal. De modo geral, segundo ele, dos 73 pesquisados, o Brasil subiu da 25ª para 23ª posição de 2015 para 2016. Especificamente no setor de alimentos, o País passou do 6º para o 4º lugar.
Isto se soma às boas relações diplomáticas que o Brasil tradicionalmente tem com as nações árabes e a simpatia que o brasileiro nutre pelo árabe, conforme demonstrou pesquisa feita pela Câmara Árabe. Para finalizar, Hannun destacou oportunidades de negócios para as empresas brasileiras no mercado islâmico.
No final do curso, o advogado Edgard Raoul deu um depoimento sobre a experiência que teve convivendo com refugiados no Oriente Médio. Encerraram a programação o decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, o embaixador palestino Ibrahim Alzeben, o diretor-geral do Instituto Rio Branco, José Estanislau do Amaral Souza Neto, e a chefe do Departamento do Oriente Médio do Itamaraty, Lígia Maria Scherer.


