São Paulo – A diretoria da Câmara de Comércio Árabe Brasileira foi reeleita para um segundo mandato de dois anos em reunião ordinária do Conselho Superior de Administração realizada nesta segunda-feira (26) na sede da entidade, em São Paulo. A chapa foi acolhida por aclamação dos conselheiros.
“Em nome da diretoria, agradeço o reconhecimento pelo trabalho realizado e a nossa recondução por mais um período de dois anos à frente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira”, disse aos presentes o presidente reeleito da instituição, Marcelo Sallum.
Depois de dar posse aos eleitos, o presidente do Conselho, Walid Yazigi, declarou à ANBA que o ambiente na entidade é harmônico, e ressaltou o trabalho feito pela diretoria atual. “O desempenho da diretoria é maravilhoso”, destacou. “Nós nos preocupamos muito com as exportações de produtos brasileiros ao mundo árabe, apesar de não nos descuidarmos das importações. E temos tido sucesso ao promover as exportações, tanto é que os países árabes são o quarto mercado do Brasil e importam um volume quase igual ao da Argentina, que é nossa vizinha”, acrescentou.
Sallum afirmou que a diretoria estará atenta “às mudanças na estrutura do comércio global, onde produção, distribuição e investimentos se confundem na formação de grandes cadeias globais de valor, demandando cada vez mais negociações estratégicas e a integração com blocos econômicos e regionais”.
Ele disse também que a Câmara terá este ano uma extensa agenda de atividades econômicas e culturais, “envolvendo todos os 23 países por nós representados”, ou seja, o Brasil e as 22 nações árabes. “Reforçamos nosso compromisso na consolidação da reputação da nossa entidade como principal canal de relacionamento entre os países representados e os nossos associados”, declarou.
O presidente ressaltou ainda que a entidade vai seguir na busca por novos associados e na diversificação de suas fontes de receitas, e antecipou que pretende lançar ainda no primeiro semestre “uma nova fase” no processo de certificação de origem e legalização de documentos realizado pela instituição, “totalmente eletrônico, com custos menores, mais ágil e seguro”.
“Sabemos que a cada ano nossos desafios demandam iniciativas mais sofisticadas e inovadoras e, para tanto, continuaremos a investir no desenvolvimento de nosso pessoal e na atração de novos talentos”, disse Sallum.
Os outros integrantes da diretoria são os vice-presidentes Adel Aauda (Administrativo), Rubens Hannun (Comércio Exterior), Helmi Nasr (Relações Internacionais) e Riad Younes (Marketing); o diretor-tesoureiro, Nahid Chicani, e o diretor-geral, Michel Alaby.
Foi reeleito também o Conselho Fiscal, com três membros titulares e três suplentes. Logo no início da sessão, foi eleito o Conselho de Administração, com 85 membros.
Balanço
Durante a reunião, Alaby apresentou um relatório das principais atividades desenvolvidas pela Câmara em 2014, como participações em feiras de negócios no Brasil e nos países árabes, missões comerciais, organização de rodadas de negócios, reuniões com representantes do primeiro escalão dos governos brasileiro e árabes, entre outras.
O diretor geral destacou que uma das principais demandas apresentadas pela entidade ao governo brasileiro no ano passado foi a necessidade de negociação com nações árabes de acordos de proteção de recíproca de investimentos e para evitar bitributação nos negócios. “A Câmara não vai esquecer este tema, estará sempre na nossa pauta”, ressaltou. Outra questão prioritária, segundo ele, é a suspensão do embargo saudita às importações de carne bovina brasileira.
Em sua fala, Sallum comentou que, apesar destas pendências, o comércio do Brasil com as nações árabes equivale a 57% das transações entre o Brasil e os demais países do Mercosul, “muito mais próximos e com os quais possuímos uma série de acordos e benefícios”. Para dar uma ideia do trabalho necessário, ele lembrou que em 2014 a Câmara esteve presente em eventos no Sudão, Kuwait, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Tunísia, Egito, Argélia e Omã, e recebeu no Brasil empresários e representantes de governos dos Emirados, Sudão, Marrocos, Tunísia, Omã, Egito, Arábia Saudita, Palestina, Kuwait, Líbano, Mauritânia, Catar e Argélia.
O presidente da Câmara destacou ainda o forte relacionamento da entidade com as embaixadas árabes no Brasil. “Nada disso seria possível se não pudéssemos contar com a parceria do corpo diplomático árabe no Brasil, liderado pelo nosso amigo e decano, embaixador Ibrahim Alzeben”, afirmou. Alzeben é embaixador da Palestina e decano do Conselho dos Embaixadores Árabes em Brasília.
Ainda na prestação de contas do último ano, o diretor-tesoureiro detalhou o desempenho da balança comercial do Brasil com os países árabes. “As exportações ao mundo árabe representam quase 6% do total das exportações brasileiras”, disse Chicani. Ele listou também os investimentos realizados pela entidade em ações de promoção comercial, capacitação de funcionários, aquisição de equipamentos, os convênios firmados e outras atividades que geraram receitas ou despesas.
Em nome do Conselho Fiscal, o conselheiro Julio Elito recomendou a aprovação das contas, o que foi feito.
Além de Sallum e Yazigi, fizeram parte da mesa que comandou a sessão o vice-presidente do Conselho de Administração, Helmi Nasr, e o secretário do órgão, Fábio Kadi.


