São Paulo – A feira da indústria alimentícia Gulfood, que será realizada de 23 a 26 de fevereiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é a grande aposta das empresas Itamaraty, de biscoitos, chocolates e café, e Docile, de balas e goma de mascar, para aumentar as exportações para o mercado árabe. “Estamos indo para aumentar contatos, ampliar vendas e buscar novos distribuidores na região”, afirmou a gerente de exportação da Itamaraty, Laura de Fátima Seixas.
No ano passado, a empresa participou de uma outra feira de alimentos em Dubai, a Sweets Middle East, que gerou bons contatos. “Temos um interesse muito grande no Oriente Médio. O mercado é hoje um dos nossos focos”, disse Laura. Segundo ela, a Itamaraty já tem um distribuidor na Líbia, que importa dois contêineres por mês da empresa. “O produto brasileiro é muito bem aceito no mercado árabe”, acrescentou.
De acordo com a gerente, a empresa, que exporta para 40 países, inclusive Emirados, está investindo na adaptação das embalagens para o idioma árabe. “Estamos começando com a linha de wafers, que é um dos produtos mais exportados”, disse Laura. No passado, a companhia já chegou a embarcar seus produtos para Tunísia, mas não conseguiu achar um distribuidor com potencial forte.
Além da linha de wafers, que representa atualmente 90% das exportações da empresa, a Itamaraty vende muito as linhas de biscoitos recheados, secos e salgados. Do total da produção, cerca de 10% é destinado ao mercado externo, sendo África, Américas do Sul e do Norte e Oriente Médio os principais destinos. “A meta [este ano] é continuar crescendo, independentemente da crise”, disse Laura. “Esperamos ter um bom retorno dessa feira. Uma vez com retorno, a gente segue dando continuidade aos negócios”, acrescentou.
Já a Docile começou a investir nos países árabes há dois anos. De acordo com o coordenador de comércio exterior da companhia, Cleber Joner Harth, nesse período as exportações para o mercado árabe vêm crescendo muito. Os doces da Docile conseguiram conquistar Marrocos, Argélia, Líbia, Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita e Iêmen.
“A gente está bem interessado em aprofundar as relações com esse mercado”, disse Harth. A maioria dos clientes árabes da Docile é de importadores, que vendem para distribuidores, atacadistas e supermercadistas. Segundo o coordenador, a facilidade de ter conseguido conquistar esse mercado em dois anos se deve a dois fatores: as embalagens da empresa são escritas em cinco idiomas, inclusive o árabe; e porque os produtos não são de origem animal, o que facilita em relação aos certificados.
Os produtos mais embarcados para os árabes são as balas de goma, pastilhas e gomas de mascar. “Não há modificações nos doces embarcados para a região. A única exigência é a questão das especificações dos ingredientes na embalagem”, disse Harth.
Com uma produção mensal de 1,2 milhão de toneladas, a Docile exporta 20% para mais de 40 países, sendo que o mercado árabe representa entre 30% e 40% das vendas externas. “Hoje a América Latina, o Oriente Médio e a Rússia são os nossos maiores mercados”, afirmou o coordenador, que estima um aumento de 26% nas exportações gerais da empresa para este ano.
Além dessas duas empresas, o estande da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e do Ministério da Agricultura na Gulfood vai ter mais 10 companhias. Antes da feira, nos dias 21 e 22, as empresas vão participar do evento Sabores do Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que vai reunir potenciais importadores do Oriente Médio num encontro de negócios.
Contatos
Itamaraty
Site: www.itamaraty.com
Docile
Site: www.docile.com.br

