São Paulo – A economia do Egito está se recuperando e voltando a crescer, mas ainda precisa de medidas que levem à geração de emprego, à redução da dívida pública interna e do déficit fiscal. A avaliação sobre o desempenho econômico do país foi divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) após reuniões mantidas entre técnicos da instituição e autoridades locais no Cairo, desde o último domingo (13) até esta quinta-feira.
Em comunicado, o chefe da delegação do FMI, Chris Jarvis, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Egito deverá registrar um crescimento de 4,2% entre 2014 e 2015 e que, apesar desta expansão, a inflação caiu. O setor bancário continua a se fortalecer e o déficit orçamentário está sendo reduzido devido a medidas que como a maior arrecadação de impostos, controle do aumento de salários e redução dos subsídios para o consumo de combustíveis e energia elétrica.
Além dessas medidas, Jarvis observou que a inauguração do novo Canal de Suez, paralelo ao original, e a recente descoberta de grandes reservas de gás trazem boas perspectivas ao país no médio prazo. O novo Canal de Suez foi construído em apenas um ano e inaugurado em agosto. A via marítima liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e irá ampliar a quantidade de navios que utilizam a rota e geram receitas ao país.
Mesmo com essas conquistas, o Egito tem desafios para crescer mais e de forma sustentada. O Banco Central, observou o Fundo, já começou a reduzir a influência do mercado paralelo no câmbio, o que pode trazer ganhos para setores como o turismo, investimentos estrangeiros diretos e também impulsionar as exportações. Além disso, o país precisa gerar empregos e reduzir o déficit fiscal.
“O desemprego permanece elevado, notadamente entre os jovens. O déficit fiscal ainda é alto, assim como a dívida pública interna. As reservas [internacionais] atendem três meses de importações e há baixa disponibilidade de moeda estrangeira. As autoridades reconhecem que os recentes desenvolvimentos positivos precisam ser garantidos por meio de políticas fortes e pretendem continuar com uma necessária consolidação fiscal enquanto se preserva o investimento favorável ao crescimento”, afirmou Jarvis, segundo a nota do Fundo.


