Emirates News Agency*
Djibuti – O presidente do Djibuti, Ismael Omar Guelleh, inaugurou nesta quarta-feira (22) no Djibuti o maior centro de quarentena para animais da África. O centro, com área de seis quilômetros quadrados, custou US$ 20 milhões e tem capacidade para receber 400 mil ovelhas, 20 mil camelos e 20 mil cabeças de gado por ano. O centro inclui 145 estábulos para estes animais além de um laboratório de análises clínicas, clínica veterinária, necrotério, abatedouro e crematório.
Segundo o jornal árabe Asharq Alawsat, o ministro da Agricultura da Arábia Saudita, Fahd Balghaneim, informou recentemente que seu país estaria disposto a permitir a importação de animais vivos dos países do chifre da África (região que inclui a Eritréia, Etiópia, Djibuti e Somália) desde que os produtos passem pelo centro de quarentena do Djibuti, no qual pode ser feita a inspeção sanitária. A Arábia Saudita havia banido a importação de animais vivos destes países devido ao baixo controle de uma doença epidêmica chamada Febre de Rift Valley.
Segundo o jornal Al Khaleej, dos Emirados Árabes Unidos, o Djibuti decidiu criar este centro de quarentena após alguns países membros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC – bloco econômico que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Omã e Kuwait) demonstrarem interesse na compra de animais vivos dos países da região. De acordo com o jornal, com a abertura deste centro, o governo do Djibuti poderá fazer a inspeção sanitária dos animais vivos e exportá-los através de seus portos para os países do GCC.
O centro de quarentena do Djibuti, o maior do gênero na África, foi construído em associação com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
*Com informações da redação. Tradução de Mark Ament

