São Paulo – A DryWash, empresa de lavagem de carros a seco, está negociando sua entrada nos Emirados Árabes Unidos. Com sede em São Paulo, a rede conta com 65 franquias no país e está iniciando sua inserção no mercado internacional, com a abertura de uma unidade na Índia.
Segundo Lito Rodriguez, sócio da DryWash, a empresa não buscava a expansão internacional, mas foi procurada por empresários estrangeiros interessados no modelo de negócios da rede. Em relação aos Emirados Árabes, ele conta que as negociações estão "bem avançadas, mas não há nada fechado".
Rodriguez explica que a DryWash funciona com duas estruturas: uma indústria química, que se dedica à fabricação de produtos para a limpeza de automóveis, superfícies e ambientes; e a rede franqueada, que trabalha com lavagem, polimento e enceramento de carros.
As negociações com os árabes envolvem tanto a possibilidade de realizar apenas exportações dos produtos de lavagem, como da abertura de uma franquia no país. De acordo com Rodriguez, a venda de produtos está sendo negociada com mais de um empresário, enquanto as conversas sobre a franquia ocorre com um único parceiro em potencial. A empresa já enviou produtos ao país árabe para a realização de testes.
Rodriguez diz buscar empresários que se identifiquem com o modelo de negócios proposto pela DryWash. "O que a gente busca são pessoas, parceiros que acreditem firmemente que a sustentabilidade, o encontro entre pessoas, meio ambiente e lucro façam com que o negócio prospere. Esse é o nosso objetivo maior".
Para o empresário, a escassez de água no Oriente Médio pode atrair o interesse de outros países da região para os produtos e serviços da DryWash. “Não existe razão pela qual se gaste 300 litros de água para lavar um carro, ou que se gere essa quantidade de esgoto e detritos”, afirma. “Nesse sentido, lavar o carro sem água é um marketing muito forte. O mundo todo procura conveniência”, completa.
O sócio da DryWash diz que o foco de sua empresa é a gestão de pessoas e que, somente no Brasil, a companhia tem potencial para atrair o interesse de 35 milhões de possíveis colaboradores. A lavagem pode ser feita tanto com estrutura de franquia, em locais de grande circulação, como shoppings, quanto em condomínios residenciais por apenas uma pessoa, que ele chama de auto-franqueados.
Devido a este modelo particular de funcionamento, Rodriguez diz não ter os números do faturamento total de sua rede, mas revela que, para que possa ser economicamente viável, cada pessoa que trabalhe com o sistema Dry Wash (funcionários de uma franquia ou trabalhadores individuais) deve faturar, pelo menos, R$ 3.500 mensais.
Na Índia, a DryWash está implementando uma cadeia completa, com instalação de franquia e centro de treinamento de funcionários, só faltando a presença de uma fábrica no país. O sócio local é apoiado pelo fundo americano Partners of World Life, que está realizando um investimento de US$ 1 milhão na instalação da unidade indiana.
Nos Emirados Árabes, Rodriguez diz que tem interesse na instalação da mesma estrutura, mas também da fábrica dos produtos químicos. “Queremos ter uma parte da produção em vários lugares do mundo para reduzir os custos de logística e ser mais sustentável”, declara.
No Brasil, as franquias da DryWash podem ser encontradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Bahia.
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DryWash
E-mail: internacional@drywash.com.br
Site: www.drywash.com.br

