São Paulo – O Dubai International Financial Centre (DIFC), zona franca financeira do emirado, anunciou na terça-feira (09) que planeja triplicar o número de empresas em sua área. Em 2014, eram 365 companhias. A meta para 2024 é chegar a mil empresas, com um faturamento conjunto saltando de US$ 65 bilhões no ano passado para US$ 400 bilhões. As informações são do jornal The National e do site Gulf Business.
O DIFC também pretende aumentar os ativos sob sua gestão, de US$ 10,4 bilhões em 2014 para US$ 250 bilhões nos próximos dez anos. Os planos de expansão incluem ainda o crescimento no número de pessoas trabalhando no local, que deve passar de 17.860 em 2014 para 50 mil na próxima década.
“Existem entre US$ 7 trilhões e US$ 8 trilhões em ativos financeiros no Oriente Médio, mas só cerca de US$ 1 trilhão são geridos na região. O mercado aqui é grande”, afirmou Essa Kazim, chefe do DIFC, segundo o The National.
De acordo com Kazim, o DIFC está considerando futuras mudanças nas regras de gestão de recursos e de bancos privados para atrair mais negócios. O centro também planeja iniciar contatos com importantes bancos da Ásia e do Oriente Médio para conseguir maior atuação nesses setores, além de buscar atrair bancos africanos para “exercer um papel no comércio e na infraestrutura da região” no médio ao longo prazo, afirmou o jornal.
As finanças islâmicas são vistas como uma parte importante deste plano de crescimento de dez anos e espera-se que elas respondam por 20% deste avanço.
Segundo o The National, Kazim afirmou ainda que “o fortalecimento contínuo da infraestrutura regulatória e física” do DIFC é uma parte importante na estratégia de crescimento, com o objetivo de alinhar os padrões da Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai (DFSA) a padrões internacionais. É a DFSA quem dá licenças e regula as atividades conduzidas pelo DIFC.


