Isaura Daniel
São Paulo – A unidade brasileira da Eagle Global Logistics (EGL), multinacional de transporte e logística com presença em cerca de 100 países, quer aumentar as suas operações com os países árabes. A companhia faturou US$ 80 milhões no mercado brasileiro no ano passado. Menos de 5% dos serviços prestados, porém, foram de transporte de cargas entre os países árabes e o Brasil. "Eu gostaria que as nossas operações com a região pelo menos dobrassem em 2006", diz a vice-presidente para a América do Sul da EGL, Nadia Ribeiro.
A EGL possui centros de distribuição e escritórios no Egito, Líbano, Síria, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita, Iraque, Catar e Omã, o que facilita algumas etapas do trabalho na região, como o desembarque. "Estamos muito bem estruturados no Oriente Médio", diz Nadia. No Brasil, a Eagle mantém dez escritórios. Atualmente, o maior volume de serviços prestados pela unidade brasileira é de importação e exportação entre o Brasil e os Estados Unidos e países da América Latina.
A EGL também presta serviços de transporte e logística domésticos, mas as operações internacionais representam 90% dos negócios da companhia. Entre os principais produtos despachados estão automóveis, eletrônicos e farmacêuticos. O trabalho engloba desde as cotações de preços e escolha do melhor tipo de transporte, até documentação alfandegária e distribuição do produto.
De acordo com Nadia, o fato da EGL já ter contatos com companhias marítimas e realizar operações de grande volume pode tornar os preços mais vantajosos para os exportadores. Os clientes da EGL são companhias grandes e médias. No Rio Grande do Sul, a EGL tem uma parceria com a Speed Way Cargo.
No Brasil e Oriente Médio
A EGL está no Brasil há cinco anos. Ao chegar no país, porém, a empresa adquiriu a Circle, que tinha presença no país há cerca de 20 anos. A EGL pretende aumentar o seu faturamento em 13% neste ano no país. Em 2004 houve um crescimento de 50% na receita bruta em relação a 2003, quando foram faturados US$ 53 milhões. No mundo, a EGL fatura US$ 3 bilhões e tem como meta aumentar o valor em 15% em 2005.
Apesar de já ter várias unidades nos países árabes, a empresa está em plena expansão no Oriente Médio. Em junho deste ano, deve ser inaugurado um centro de operações logísticas em Jebel Ali, zona franca de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com cerca de 11 mil metros quadrados. A empresa tem presença nos Emirados desde 1993 e emprega 120 pessoas no país. Em alguns países árabes, como o Bahrein, a EGL está desde a década de 70. Na Jordânia, porém, a empresa chegou no ano passado e no Iraque em 2003.

