São Paulo – A economia da Jordânia deve crescer 3,9% este ano e 4,5% em 2011, segundo estudo do Banco Mundial publicado na semana passada e noticiado pelo Jordan Times, principal jornal de língua inglesa do país árabe.
Segundo o relatório Perspectivas de Crescimento Econômico em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deve ser ampliado devido a medidas fiscais e monetárias em progresso, pois a contribuição internacional segue em declínio.
Entretanto, o crescimento estimado é considerado positivo, e a previsão é que a verdadeira recuperação venha no segundo semestre deste ano. Para o economista Jawad Anani, os seis primeiros meses do ano não devem ser muito encorajadores, sendo que o PIB deve crescer entre 2% e 2,5%, alcançando os 4% apenas na segunda metade do ano.
“No ano passado, a economia do país não cresceu verdadeiramente, alcançando apenas 2,5%, a percentagem mínima para a manutenção da renda per capita”, disse Anani, que acrescentou que o custo de vida também caiu em 2009.
Para o analista financeiro Ali Tabbalat, a recuperação estará ligada a outros fatores, incluindo a recuperação dos países do Golfo. “Os dados do Banco Mundial são otimistas. Eu, pessoalmente, espero crescimento da economia jordaniana somente seis meses após o crescimento das economias do Golfo,” explicou ele ao jornal jordaniano. O analista acrescentou, no entanto, que, caso o governo de seu país trabalhe intensamente na atração de investimento estrangeiro, a estimativa do Banco Mundial pode ser concretizada no segundo semestre.
Já o economista Yusuf Mansur crê que uma recuperação rápida nos primeiros seis meses de 2010 não é provável, mas o PIB deve crescer entre 4% e 5% ou até mais, no segundo semestre, devido a uma liberação de crédito por parte dos bancos, principalmente de crédito imobiliário.
“O crescimento está ligado a um aumento nos preços petrolíferos internacionais, que refletirão positivamente nas economias do Golfo e, automaticamente, na da Jordânia,” declarou Mansur.
Segundo o economista Jawad Anani, 70% das receitas estrangeiras da Jordânia são provenientes dos países do Golfo, e com os crescentes preços petrolíferos deve haver uma recuperação das economias no primeiro semestre deste ano.
O relatório do Banco Mundial indica também que em 2009 houve forte declínio na demanda internacional, principalmente nos mercados europeus, para onde as exportações jordanianas e de outros países da região, como o Egito, Líbano, Marrocos e Tunísia, caíram significantemente.
Outro agravante foi a queda de turistas visitando a região, menores remessas de cidadãos residentes em outros países e menores volumes de investimento direto estrangeiro, principalmente das economias do Golfo. Para o Banco Central, este é um reflexo da queda do valor do petróleo.
O relatório mostrou também que a recuperação econômica dos países do Golfo ajudaria na recuperação da economia jordaniana, levando a uma melhoria nas exportações, aumento nas remessas de trabalhadores e serviços, e também a uma melhoria na expectativa empresarial, o que resultará em aumento nos gastos dos cidadãos.
*Tradução de Mark Ament

