São Paulo – O crescimento econômico do Bahrein alcançou 2,2% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior, segundo informa o site de notícias Arabian Business, explicando que elevados preços petrolíferos ajudam o país a superar os problemas que teve com protestos e fuga de capitais durante todo o ano de 2011. Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o crescimento foi de 2,4%.
No segundo trimestre de 2011, a economia do país membro do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – bloco econômico que inclui também Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait – cresceu 1,3%, segundo informa o governo do país. No primeiro trimestre deste ano, houve contração de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nos meses de fevereiro e março, protestos populares forçaram bancos e o comércio no país a fechar as portas, o que resultou em grande fuga de capitais. Esta contração na economia do país foi a primeira desde a crise econômica mundial em 2008.
Para o economista sênior do banco de investimento Exotix, de Londres, Gabriel Sterne, o petróleo é tão fundamental à economia do Bahrein que move sua recuperação econômica. “Se os preços continuarem elevados, o crescimento pode continuar,” explicou ele. Entretanto, segundo o economista, há dúvidas sobre a capacidade de o país voltar a atrair capital estrangeiro após os protestos. "Ainda notamos problemas na economia não petrolífera. No setor financeiro, onde operam muitas instituições internacionais, o capital tem fugido para as áreas de turismo e negócios de Dubai,” acrescentou ele.
No terceiro trimestre deste ano, na comparação com igual trimestre em 2010, a produção petrolífera do país cresceu 3,5%, já descontada a inflação. Entretanto, o setor imobiliário apresentou contração de 5,6% em igual comparação e o setor hoteleiro de 8,7%.
O Ministério das Finanças do país estima que o PIB deve crescer entre 1,6% e 1,7% em 2011 e 4,5% em 2012. Já a previsão para o ano que vem dos analistas entrevistados pela agência de notícias Reuters não é tão otimista. Segundo a agência internacional, a estimativa para 2011 é de crescimento de 2%. Em 2012, a expansão não deve superar os 3,2%.
*Tradução de Mark Ament

