Marina Sarruf
São Paulo – A empresa egípcia Amazon, distribuidora de calçados e matéria-prima para o setor, fechou negócios com dez empresas brasileiras durante a Francal, maior feira calçadista da América Latina, que terminou sexta-feira (07) em São Paulo. O valor das transações é de cerda de US$ 100 mil. "Queremos aumentar nossas importações do Brasil", afirmou o presidente da empresa, Mohamed Ismail Ibrahim.
A Amazon já importa calçados femininos e componentes para fabricação, como saltos, solados e revestimento, há mais de dez anos do Brasil. A empresa participou da feira a convite da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), que realizou durante a mostra rodadas de negócios com importadores da Guatemala, Costa Rica e Nigéria, além do Egito.
De acordo com Ibrahim, a empresa também importa calçados e matéria-prima de outros países como, Itália, Turquia, China, Hong Kong, entre outros. Essa é a terceira vez que a Amazon participa da Francal. Todos os produtos importados são distribuídos para lojistas e fabricantes no Egito. Entre as maiores empresas brasileiras que fizeram negócios com a Amazon estão Arezzo, Via Marte, Ramarim e Yokun, todas fabricantes de calçados femininos.
"Os sapatos brasileiros fazem sucesso em todos os países", disse Ibrahim, que está no mercado há mais de 30 anos. A sede da empresa é no Cairo, capital egípcia, e emprega 22 funcionários. No começo desse ano, o empresário também participou da Couromoda, feira internacional de calçados, artigos esportivos e artefatos de couro, que ocorre em São Paulo. "Fechamos mais de US$ 200 mil em negócios", afirmou.
Tecnologia
Além de Ibrahim, a Assintecal convidou o gerente-executivo do Centro Tecnológico do Couro, órgão vinculado ao Ministério do Comércio e Indústria do Egito, Hamdy Hassouna. "Fiz 37 contatos durante a feira", disse Hassouna. Ele está em busca de uma parceria para importar tecnologia e matéria-prima do Brasil. "Tenho interesse em que as empresas egípcias formem joint-ventures com empresa brasileira para produzir sapatos com melhor qualidade no Egito", afirmou Hassouna, que participou pela primeira da Francal.
Segundo ele, a qualidade dos produtos brasileiros é muito boa. "É isso que procuramos. Produtos de boa qualidade e bom preço", disse. Hassouna acredita que é muito importante para as empresas egípcias aprenderem a tecnologia da fabricação de calçados brasileiros. "Com o melhoramento da qualidade podemos passar a exportar", completou.
De acordo com Hassouna, o Egito conta com mais de 20,5 mil empresas fabricantes de calçados e assessórios. São 77 grandes empresas, 500 médias e 20 mil pequenas, que produzem manualmente, com pouca ajuda de máquinas. Os principais pólos de produção estão no Cairo, Alexandria, Doamiat e Benha.

