São Paulo – O cientista egípcio Mohamed Sanad, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Cairo, recebeu o Prêmio da Inovação para a África 2012. O estudioso desenvolveu antenas internas integradas a telefones celulares que reduzem a exposição do corpo humano à radiação dos aparelhos, de acordo com notícia publicada na agência de notícias africana Panapress. O segundo lugar ficou com um argelino, Zeinou Abdelyamine, criador de lanternas solares.
A premiação é iniciativa conjunta da Fundação Africana para a Inovação e da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (ECA) e tem por objetivo reconhecer realizações inovadoras que contribuam para a criação de produtos benéficos e menos onerosos para o continente africano. Sanad e Abdelyamine receberam seus troféus em cerimônia paralela à Conferência dos Ministros de Finanças da África, nesta semana em Adis Abeba, na Etiópia.
Mohamed Sanad atua no Departamento de Engenharia da Computação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Cairo e ministra aulas sobre design de antenas. Ele é considerado especialista em tecnologia de antenas, possui várias patentes nesta área e já trabalhou para grandes empresas de telefonia como Nokia e Motorola. O valor do prêmio recebido pelo egípcio foi de US$ 100 mil.
O argelino Abdelyamine recebeu US$ 50 mil como reconhecimento ao seu trabalho. O cientista atua em um projeto de energia solar e criou lanternas que funcionam com energia solar para uso de famílias carentes privadas de eletricidade. O cientista é químico industrial, tem uma empresa chamada Bait Bit e duas patentes de fabricação de inseticidas. Ele trabalha no desenvolvimento de inseticidas e raticidas ecológicos.
Eles receberam os prêmios do secretário-geral adjunto das Nações Unidas e secretário executivo da CEA, Abdoulie Janneh, e do cofundador da Fundação Africana para a Inovação, Jean Claude Bastos de Morais. No total, 458 profissionais de 38 países apresentaram suas candidaturas à premiação. Além do egípcio e o marroquino, o prêmio teve outros cinco finalistas, do Quênia, Etiópia, Nigéria e Angola.

