São Paulo – Com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros e impulsionar a economia nacional após quatro anos de turbulências políticas, econômicas e sociais, o governo egípcio realiza de sexta-feira (13) a domingo (15) a Conferência de Desenvolvimento Econômico do Egito, em Sharm El-Sheikh, no litoral do Mar Vermelho.
O evento promete receber figuras de destaque no cenário internacional como a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. Vão participar também os presidentes da Coca-Cola, Ahmet Bozer, da GE, Jeffrey Immelt, da Siemens, Joe Kaeser, Mohamed El Erian, ex-CEO do fundo Pimco, entre vários outros executivos de multinacionais e representantes de governos e organizações multilaterais.
A conferência terá como anfitrião o próprio presidente egípcio, Abdel-Fattah El-Sisi, e se insere na estratégia econômica de médio prazo do país. Entre os destaques a serem debatidos no evento estão as reformas realizadas e planejadas pelo governo com o objetivo de garantir estabilidade macroeconômica, incentivar o crescimento e atrair investimentos. Serão apresentadas também oportunidades de investimentos existentes.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, o governo egípcio aposta na conferência para melhorar a imagem do país e atrair bilhões de dólares em investimentos. Para tanto, a ideia é passar uma sensação de estabilidade e destacar reformas como o corte dos subsídios aos combustíveis e a redução da burocracia.
O fraco desempenho econômico, o desemprego e a inflação estiveram na raiz da eclosão da Primavera Árabe, em 2011, que no Egito pôs fim ao regime do então presidente Hosni Mubarak, e o governo atual pretende mostrar serviço neste front.
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira será representada no evento por seu executivo de relações governamentais, Tamer Mansour. Segundo ele, os objetivos da conferência são devolver a confiança à economia, promover os investimentos e discutir os grandes desafios do país.
Entre as oportunidades de investimentos que serão apresentadas ele citou o projeto de expansão do Canal de Suez, com custo estimado em US$ 8,2 bilhões e que pretende ampliar de US$ 5 bilhões para US$ 13,5 bilhões as receitas anuais do corredor marítimo que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho; a aberturas de zonas francas; os mercados financeiro e de capitais; e o setor de petróleo e gás.
O governo brasileiro será representado pelo embaixador Paulo Cordeiro, subsecretário-geral de Política III do Itamaraty, responsável pelo Oriente Médio e África.


