São Paulo – O Egito planeja obter crescimento de 6% do seu Produto Interno Bruto (PIB) a partir do ano fiscal 2018/2019. O plano foi apresentado nesta sexta-feira (17) pelo ministro das Finanças, Hany Qadry, a embaixadores de países da União Europeia. De acordo com informações do jornal Al Ahram, Qadry afirmou que o Egito pretende crescer principalmente por meio de investimentos em novos projetos. O país do Norte da África quer atrair parceiros privados para executar os novos planos.
Além do projeto de investimentos, o ministro egípcio apresentou aos europeus as metas do país para conter o crescimento das dívidas. Segundo Qadry, a expectativa dos egípcios é reduzir o déficit orçamentário de 12,6% do PIB no ano fiscal 2013/2014 para um déficit entre 8% e 9% menor em 2018/2019. No mesmo prazo, os egípcios pretendem reduzir a dívida pública para 80% a 85% do seu PIB. Todas essas previsões constam de um plano econômico de médio prazo preparado pelo governo do presidente Abdel-Fattah El-Sisi, que tomou posse em julho após ser eleito com 97% dos votos.
El-Sisi é ex-comandante das Forças Armadas do Egito. Ele deixou seu cargo para concorrer à Presidência, posto que estava vago desde que o Mohamed Morsi foi deposto, em julho do ano passado. Desde então, o país recebeu promessas de doações e repasses de nações árabes como Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O Catar ajudou o Egito até a saída de Morsi do governo. Os egípcios, porém, estão devolvendo os empréstimos que receberam do Catar.
No ano fiscal de 2013/2014, que começou em 01 de julho de 2013 e foi encerrado em 30 de junho deste ano, a economia do Egito cresceu 2,2%. Qadry afirmou aos embaixadores europeus que o governo está trabalhando para proporcionar a entrada de mais investimento privado por meio de medidas como a aprovação de uma nova lei de investimentos. O país também tem adotado medidas para cortar os subsídios aos combustíveis, ato que gera, contudo, aumento da inflação.
Nos últimos meses os preços subiram mais de 10%, mas de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério das Finanças, o Banco Central do Egito irá trazer a inflação para a “zona confortável” de um dígito por meio da manutenção de políticas monetárias e da redução de gargalos de infraestrutura. O governo também espera que suas receitas cresçam com a implantação de novos impostos: um sobre valor agregado, outro sobre ganhos de capital e uma taxa temporária sobre os mais ricos.


