Da redação
São Paulo – A Embraer, fábrica brasileira de aviões sediada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, divulgou na sexta-feira (19) sua projeções para o mercado de jatos regionais (com capacidade para carregar entre 30 e 130 passageiros) para os próximos 20 anos. A expectativa da companhia é de que o mercado mundial adquira 7,8 mil aeronaves deste tipo até 2024 e movimente US$ 170 bilhões.
Este é exatamente o segmento em que a Embraer atua. A empresa tem em sua lista de produtos uma série de jatos que têm entre 37 e 118 assentos. Segundo a companhia, entre 2005 e 2014 deverão ser comercializados 3,2 mil aviões do gênero e os demais 4,6 mil, entre 2015 e 2024.
A empresa estima que deverá haver um desaquecimento do mercado para os jatos de 30 a 60 assentos, justamente o nicho da família ERJ 145, sucesso de vendas da Embraer que foi lançada em meados da década de 1990. Por outro lado, ela aposta em um crescimento do mercado para aeronaves de 70 a 110 assentos, atendido pela nova família Embraer 170/190, lançada recentemente pela companhia.
A Embraer acredita que os Estados Unidos deverão continuar a ser, nos próximos 20 anos, o maior mercado para este segmento. Os EUA, segundo empresa, deverão absorver 53% das aeronaves do gênero fabricadas no período, seguido de Europa, África e Oriente Médio (26%); Ásia e Pacífico (6%); China (8%); e América Latina (7%).
Na seara da aviação executiva, a Embraer prevê que o mercado vai adquirir 7.650 aeronaves nos próximos 20 anos. "O mesmo nível esperado pela média dos demais fabricantes neste mercado", afirma a companhia, que produz os jatos corporativos Legacy.

