São Paulo- A Embraer quer dobrar o número de aeronaves da família E-Jet (comerciais) em operação no Oriente Médio e na África nos próximos dois anos. A informação é do vice-presidente de aviação comercial da empresa para a região, o francês Mathieu Duquesnoy.
"Hoje, temos 74% de participação de mercado para jatos até 120 lugares no Oriente Médio e na África. O objetivo é dobrar o número de unidades na região nos próximos dois anos", afirma o executivo. A Embraer é líder no segmento de jatos até 120 lugares na região, tendo 65 aeronaves E-Jet em voo pelo mundo árabe com nove operadores: EgyptAir (Egito), Gulf Air (Bahrein), Nasair, Saudi Airlines e Saudi Aramco (Arábia Saudita), Oman Air (Omã), Petro Air e Sirte Oil (Líbia) e Royal Jordanian (Jordânia).
Segundo Duquesnoy, há uma demanda na região por aviões de menor porte. "O que vemos é que a região precisa de aviões deste tamanho, não somente de grandes aeronaves. Ela precisa de aviões regionais, com capacidade de 70 a 120 assentos", afirma. "A densidade de tráfego na região não requer mais que isso e nossas aeronaves são capazes de atender essa demanda em termos de desempenho, carga e conforto", destaca.
Sobre o tamanho da demanda do mercado do Oriente Médio e África para os aviões de 70 a 120 lugares, Duquesnoy afirma que "vemos potencial para 310 unidades adicionais nos próximos 20 anos. No entanto, sentimos que pode ser muito mais que isso, por causa do crescimento que tivemos nos últimos cinco anos e por termos o produto certo para o cliente nesta região".
Para alcançar a meta de dobrar sua presença no Oriente Médio e África, Duquesnoy conta que a Embraer já está mantendo conversas com todos os operadores da região. "Estamos promovendo nossas soluções", revela. Ele diz ainda que a empresa também já alocou mais funcionários para a região "para que possamos estar mais próximos dos clientes".
"Estamos investindo para assegurar que atendamos as necessidades do cliente. Também estamos por anunciar uma nova solução de suporte aos operadores", conta. Segundo o vice-presidente da Embraer, a empresa "vê muito potencial na região do Oriente Médio e África, que é muito dinâmica", completa.

