São Paulo – A Embraer, companhia de aviação brasileira, aposta na expansão do transporte aéreo do Oriente Médio e nas características particulares de suas aeronaves para aumentar as vendas no mercado árabe. Segundo o vice-presidente de Inteligência de Mercado da empresa, Luiz Sergio Chiessi, a Embraer vê grandes oportunidades de negócios na região, tanto na área executiva quanto na comercial.
“O Oriente Médio, assim como o Brasil, continua crescendo no transporte aéreo. Já temos um bom número de clientes árabes e acho que existem oportunidades para aumentar ainda mais esse número de clientes”, afirmou Chiessi.
De acordo com ele, na área comercial, a Embraer possui em sua carteira de clientes as empresas árabes Royal Jordanian, EgyptAir, Saudi Arabian Airlines, National Air Services (NAS), da Arábia Saudita e Oman Air. “Com Omã foi fechado contrato há 15 dias”, disse o executivo. O pedido, que inclui cinco jatos Embraer 175, tem valor de US$ 177,5 milhões.
“O Oriente Médio é um mercado importantíssimo para a Embraer. Já temos mais de 20 [jatos] Legacy 600 em Dubai, no Kuwait e na Arábia Saudita, e a frota está crescendo”, afirmou o diretor de Inteligência de Mercado de Aviação Executiva, Cláudio Camelier. Segundo ele, os aviões executivos da Embraer têm características diferenciadas que são bem aceitas no mercado árabe. “Desempenho muito bom em altas temperaturas, o tamanho da cabine, o conforto e bagageiros espaçosos são algumas delas”, acrescentou.
Os executivos lembraram que o Lineage 1000, maior jato executivo produzido pela Embraer, teve sua primeira unidade vendida a um cliente de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. Os jatos da linha Phenom, segundo os executivos, devem começar a serem entregues no mercado árabe em 2010.
Em novembro, a companhia brasileira participou da Dubai Air Show, feira do setor de aviação, onde divulgou uma parceria com a multinacional CEVA Logistics para o desenvolvimento de um centro de distribuição de peças para jatos executivos no emirado. Segundo Chiessi, a Embraer tem planos de continuar investindo na região. “Hoje a Embraer é uma empresa de atuação global e está ligada a todas as oportunidades que possam aparecer”, disse.

