São Paulo – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária abre as portas, nesta segunda-feira (10), em Brasília, da unidade de Estudos Estratégicos e Capacitação, que vai, entre outras ações, dar treinamento a estrangeiros em agricultura tropical. A inauguração do local, uma espécie de centro internacional, será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a presença de líderes africanos que estão na capital federal para o encontro Diálogo Brasil-África, sobre segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural.
De acordo com a Embrapa, a unidade vai tornar as suas ações de cooperação internacional mais ágeis. A iniciativa tem como missão promover e coordenar a realização de estudos em temas estratégicos que contribuam para o aprimoramento da Embrapa, além de capacitar talentos nacionais e estrangeiros. A Embrapa é líder em pesquisa na área e o centro, que terá 4,2 mil metros quadrados, teve investimentos de R$ 9,4 milhões.
Segundo informações da empresa, a unidade vai capacitar profissionais – funcionários da Embrapa ou não – técnicos de organizações parceiras, iniciativa pública e privada. A iniciativa também ajudará a Embrapa a suprir sua demanda por cooperação internacional, já que a empresa recebe vários pedidos de treinamento e transferência tecnológica do exterior. Deverão ser treinados ainda este ano técnicos envolvidos em projetos de cooperação Brasil-África.
De acordo com a pesquisadora Beatriz da Silveira Pinheiro, chefe geral da Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação, cada um dos países envolvidos no Diálogo Brasil-África vai indicar dois treinandos. Eles receberão uma capacitação teórica, no novo centro, com, por exemplo, informações sobre a Embrapa. Depois partirão para treinamento em outras unidades, em quatro áreas: forragem, sorgo e milho, produção de sementes e cultivo de soja. O primeiro curso acontece em agosto deste ano e os últimos em março de 2011 e cada treinando vai optar por uma área.
O trabalho de cooperação internacional da unidade será feita em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Beatriz explica que neste caso – dos cursos para os africanos – a agência apoiará financeiramente os estrangeiros e a Embrapa os seus pesquisadores envolvidos. A idéia é que se busque, no entanto, também outras parcerias para ajudar a desenvolver projetos futuros. "Com o tempo, também teremos capacitação à distância", explica a chefe do nova unidade.
Beatriz lembra que a Embrapa já atuava desta maneira – com treinamento e cooperação internacional – e com a unidade será possível fazer isso de forma mais organizada. A unidade também terá um papel importante no treinamento de profissionais da própria Embrapa. O centro terá uma equipe enxuta, pois contará com a estrutura de outras unidade para processos administrativos.

