Joel Santos Guimarães
joel.guimaraes@anba.com.br
e Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br
Brasília – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deve mandar uma equipe de técnicos para avaliar a possibilidade de abertura de uma unidade da empresa no Catar. A informação foi dada pelo presidente da instituição, Silvio Crestana, em entrevista exclusiva à ANBA. O pedido foi feito pelo futuro embaixador do Brasil no Catar, Ânuar Nahes, e o embaixador do Catar em Brasília, Jamal Nasser Al-Bader, durante uma visita à sede da Embrapa, há cerca de quinze dias.
Além disso, Crestana é membro da Academia de Ciências e Tecnologia Hassan II, do Marrocos, e a Embrapa pretende promover cooperação em uma série de áreas com o país. O Brasil quer aprender com o Marrocos, por exemplo, a criar caprinos que dão maior número de crias e desenvolver tipos de trigo mais apropriados para o cerrado e o semi-árido.
Na entrevista concedida, Crestana falou também sobre os novos desafios da agricultura brasileira, como adaptar a produção de alimentos e a criação de animais a um planeta mais aquecido. "O mundo inteiro vai estar vivendo essas confusões de mudança climática e se eu consigo uma planta que tem um gene mais tolerante à seca, vai haver grande interesse", disse Crestana. O presidente da Embrapa acredita que no futuro haverá barreiras para a comercialização de produtos sem certificação sócio-ambiental. Também deve mudar, segundo ele, a geografia da agricultura, com o avanço de áreas de deserto. Leia abaixo a íntegra da entrevista:
ANBA – O senhor faz parte de uma academia no Marrocos?
Silvio Crestana – Faço parte da Academia de Ciências e Tecnologia Hassan II do Marrocos. Ela tem uma concepção parecida com a academia de ciências da França, da Suécia, que tem a participação de outros países. É diferente da norte-americana, ou da brasileira, que é corporativa, composta só pelo país. Vários países usam a academia de ciências como uma instância em que o país também se articula internacionalmente. É uma concepção bastante interessante. A estratégia é a seguinte: quando você tem dificuldades com os vizinhos, ou na região em que você está, com risco de isolacionismo, o componente internacional está presente. Eles têm a inteligência de atrair mais países para que sejam testemunhas do desenvolvimento deles, do trabalho que está sendo feito, e é uma defesa porque um ataque militar ou qualquer agressão vai ser rapidamente repudiado, já que outros países estão presentes através da academia de ciências. Também traz outras visões para combater o próprio corporativismo que o país muitas vezes tem. Esse modelo de academia fica mais caro para o país, que tem que levar pessoas para as reuniões, mas por outro lado cria redes, quase que naturalmente, através das pessoas que estão fora. É um pouco do modelo que a Embrapa está usando nos laboratórios que ela tem lá fora.
A academia promove troca de conhecimento com a Embrapa?
Essa é a intenção. Há o envolvimento das embaixadas num nível mais macro, e o embaixador do Brasil lá (Carlos Alberto Simas Magalhães) e do Marrocos aqui (Farida Jaïdi) têm também conversas diretas. Eu fui escolhido por um processo que não foi de indicação, mas pela avaliação deles. Eles me procuraram, me encontraram. Agora a intenção é criar ligação da academia com o Brasil e com as instituições do Brasil. Óbvio, também com a Embrapa, onde eu trabalho, para um trabalho mais institucional. Eu já mobilizei o dr. Claudio Bragantini, que é o coordenador da Embrapa África. Ele foi até lá, foi apresentado à academia. As reuniões da academia são tratadas no nível mais alto do governo marroquino. O Marrocos investiu cerca de US$ 150 milhões na academia.
Mas até agora o que houve foi o seu trabalho pessoal na academia, não é?
O Claudio Bragantini foi apresentado à academia, teve reunião com o nosso embaixador lá, visitou a universidade Hassan II e o Inra (Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas), equivalente à Embrapa no Marrocos. Já estão listados alguns assuntos que são de grande interesse para cooperação. O primeiro é a questão da água, como lidar com a escassez de água. Isso é um problema do Nordeste do Brasil, de muitas partes do Centro-Oeste, do Rio Grande do Sul, e é um problema do Marrocos. O Marrocos tem a costa muito grande, uma região de semi-árido grande e a água é uma grande dificuldade. Então aí existe uma possibilidade de troca. Eles têm o problema da salinização, que também temos. Depois, nós temos um grande interesse na importação de insumos agrícolas do Marrocos, nós somos importadores de fósforo deles.
Outro assunto que é de interesse mútuo são os caprinos. Eles estão bem desenvolvidos em caprinocultura. Eles têm caprinos que dão três crias (o normal é ter uma). Isso é uma coisa que interessa muito ao Brasil, aos nossos centros de caprinos que estão no Nordeste. Essa raça é de interesse para o Brasil. Poderia haver uma troca de lá para cá. Estou tentando localizar algumas coisas que eles teriam vantagem sobre nós para que haja uma agenda de cooperação e não uma agenda de compra e venda.
A outra área de interesse são as azeitonas, oliveiras. Eles estão bem mais desenvolvidos que nós nesta área e está crescendo essa demanda no Brasil. Hoje nós temos dois centros de pesquisa da Embrapa trabalhando com pesquisa de oliveiras, a Embrapa Clima Temperado, no Rio Grande do Sul, e a Semi-Árido, em Petrolina. É uma área ideal para a gente ter cooperação, eles têm pesquisa, têm várias cultivares, uma variedade fantástica de azeitonas, da pequenininha, da grande, de todos os tamanhos, características, para óleo, comestível.
Outra área de interesse é o trigo. Trigo eles também têm variedades e pesquisa. Eles têm uma linhagem muito interessante de trigo que nos interessa para cruzamentos, bancos de germoplasma. Essas seriam as vantagens deles sobre nós, culturas com azeitonas, trigo, caprinos, que estão bem estabelecidas lá e nas quais o Brasil tem menos tradição. O trigo queremos tirar lá do sul e trazer mais para o Centro-Oeste, para essa região aqui do cerrado ou mesmo semi-árido irrigado.
O cruzamento de variedades de trigo do Marrocos e do Brasil pode resultar em variedades que permitam o cultivo de trigo em outras áreas do Brasil?
Isso. Outra coisa interessante é que no Inra eles têm um grupo com bom trabalho e alguma similaridade com nossos centros de recursos genéticos, biotecnologia. Mas aí é uma área em que nós estamos mais à frente, nós já temos clonagem de animais, já estamos com plantas transgênicas. O Marrocos associado conosco, então, daria um salto mais rápido, nós temos gente qualificada em maior número, temos laboratórios e experiência de lidar com isso pelo menos de mais de 20 anos, que é o trabalho aqui do Cenargen (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia). Outra vantagem que nós temos, só que muito maior, é a da biodiversidade. O nosso banco de germoplasma, do ponto de vista da biodiversidade tropical, não tem similar. Aí eles também se beneficiariam. Há também o trabalho de zoneamento. É uma atividade que a Embrapa tem desenvolvido e tem funcionado muito bem no Brasil. Por sinal estamos fazendo agora o zoneamento da cana em todo país. É algo que se aplica ao Marrocos e que há interesse. Outro trabalho que eles estão fazendo é com algas, a costa do Marrocos é muito rica em algas e eles têm explorado uma tecnologia que é francesa de transformar a alga em adubos ou em combustível, algo muito recente.
Outra coisa que o Marrocos tem também e que lembra um pouco o sul do Brasil é o xisto betuminoso. Eles têm um pouco de xisto lá. Eles são importadores de petróleo, não têm petróleo, têm um grande problema de energia, que é caríssima. A energia eólica interessa a eles, como ao Brasil, a energia solar também, interessa a todos nós do Hemisfério Sul. Temos a vantagem de ter muito sol e vento. Mas essas coisas ainda não são comercialmente viáveis. Eles estão fazendo um estudo de intensidade de ventos para energia eólica. A energia é uma limitação no Marrocos. Eu até diria que o navio pode vir cheio de fósforo, de fosfato, para cá, e voltar cheio de etanol. Acho que pode haver jogos (trocas) muito fortes aí. Na área de alimentos, frangos, eles produzem, mas no limite porque, como não têm proteína vegetal, milho, soja competitiva como nós, o custo do frango fica alto. As áreas nobres para a agricultura estão plantadas com horticultura, oliveiras, trigo. Então, ou a gente faz como com a China, manda a soja esmagada, ou em grão, ou vende o frango diretamente. E o Brasil não é tão distante. É distante hoje porque nós temos que ir à Europa para depois ir ao Marrocos, mas se a relação com a África, em particular com o Marrocos, crescer como está previsto, vai haver linhas diretas e essa distância fica curta.
A Embrapa também está em negociação com o Catar?
Olha esse mapa (o Catar no mapa mundi). Isso aqui é deserto, veja a situação do Catar (em meio ao deserto). O problema lá é água, eles não têm água. As nossas experiências no semi-árido, então, interessam a eles. Para o Senegal, por exemplo, foi levada para lá uma réplica da experiência com manga que temos em Petrolina e o Senegal está exportando manga para a Europa. Angola já veio aqui porque quer plantar milhares de hectares em soja para fazer biodiesel e exportar para Portugal e outros países. Essas coisas estão aparecendo muito aqui. O Catar, aparentemente não tem nenhuma limitação financeira, mas estão espremidos aqui (no mapa). O Catar quer a Embrapa lá. Querem montar escritório, fazer pesquisa. Isso me lembra o seguinte: primeiro nós começamos falar, no mundo da ciência, do "brain drain", migração dos cérebros dos países menos desenvolvidos para os países desenvolvidos, depois do "brain gain", como fazer ganhos com esses cérebros. E hoje está se falando em "brain flow". O indivíduo nasce no Catar, Egito, Brasil, Índia, China e vai trabalhar nos Estados Unidos. Ele fica lá um ou dois meses e neste tempo recebe todas as condições para a pesquisa. Essa é uma forma de trabalhar. A outra são postos avançados. Eu sei que Harvard, MIT (Massachusetts Institute of Technology) estão começando a montar alguns pólos nestes lugares. O Catar já está com postos avançados. Então, pelo que eu entendi do embaixador, nosso no Catar e do Catar no Brasil, eles não querem ser apenas um país que exporta petróleo, mas um país avançado do ponto de vista da ciência, da tecnologia. Daí o interesse em ter o escritório da Embrapa. O interesse está ligado à parte de alimentos, que é o seguinte: vamos investir, ter algumas reservas, garantias para que numa situação de escassez tenhamos produtos. E o Brasil é o país da vez porque, quando se olha para todos os lugares, é aqui onde há chances de ter alimentos, energia.
A Embrapa vai avaliar essa possibilidade de abrir uma unidade lá?
Sim, nós até tivemos uma conversa aqui muito inicial, na área internacional, para se pensar numa missão ao Catar. Nós vamos organizar uma missão com o objetivo de avaliar essa possibilidade. A gente manda uma missão com o objetivo bem definido. Se existe alguma instituição de pesquisa lá equivalente à nossa, o primeiro intercâmbio será feito com essa instituição de pesquisa, com esses dirigentes.
O senhor já falou que a Embrapa venceu várias etapas e tem agora três desafios, um deles é a gestão do conhecimento…
Isso. Está bem claro isso para nós. O Brasil detém 4% do conhecimento mundial, em volume de publicações, na área de agricultura. É duas vezes mais do que o Brasil tem em outras áreas. O Brasil tem hoje 1,9% das publicações internacionais, em média. Ou seja, 2% do conhecimento mundial é gerado aqui. Na agricultura, o Brasil gera 4%. No entanto, há ainda pacotes tecnológicos que não necessariamente são publicados. A gente tem pacotes que são muito atraentes para o Hemisfério Sul. A Austrália, por exemplo, tem um modelo agrícola que depende de grandes investimentos. Tem logística, estradas, portos, energia elétrica, irrigação, maquinaria, equipamentos com automação, esse é o modelo. Nós temos um modelo parecido aqui, mas temos também a agricultura familiar, que está muito mais próxima da realidade da África, que não tem estrada, logística, água para irrigação, portos. O primeiro modelo, mesmo que se houvesse dinheiro para implantá-lo rapidamente, não emprega. E nós temos no Brasil um modelo que emprega também.
A tecnologia da Embrapa pode ajudar na produção mundial de alimentos?
Com as mudanças climáticas há um jogo para se fazer aqui no Hemisfério Sul, que é um estudo de vulnerabilidade da fauna e flora e das culturas comerciais para saber o que vai acontecer se a temperatura mudar um grau, dois graus. Esse estudo de vulnerabilidade exige muita ciência, é preciso saber se vai mudar a fronteira agrícola, se vai haver migração de população. Os dados mostram o Saara se abrindo. Ele desceu um grau de latitude já nestes últimos 20 anos, cerca de 120 quilômetros. Então o que vai acontecer? Vários países que tinham até uma região de conforto, começam a ficar numa situação de deserto, semideserto, de estiagem, de complicação com água, com chuva, com intensidade, chuva muito forte, depois seca muito forte. Então aí tem vulnerabilidade, a primeira coisa. A segunda é mitigação, o que fazer para não ficar na contramão. A China, na mitigação, não tem muito o que fazer, o modelo dela é dependente de petróleo. Isso será um problema logo que começarem as certificações (ambientais). As pessoas dirão: esse produto é barato, mas não tem selo sócio-ambiental. Social terá porque eles estão melhorando o social, mas não terá selo ambiental. Aí vai haver barreira mesmo. Nós temos vantagem porque temos a matriz energética mais avançada do mundo. Quarenta e cinco por cento da nossa matriz energética é renovável. Ela é de fonte hidrelétrica e de fontes como o álcool, que já é responsável por 12% dela. Isso é muito interessante para nós num futuro próximo. Essa é a parte da mitigação: que práticas agrícolas, industriais, urbanas, rurais, nós vamos adotar para diminuir o impacto ambiental.
Nessa busca por diminuir o impacto ambiental, vão ser desenvolvidas novas tecnologias?
Esse vai ser o jogo, serão pequenas diferenças. Não acredite que no curto prazo vai haver algo milagroso. Serão pequenos avanços. O que aconteceu com a soja, por exemplo, foi melhoramento genético? Não, foi um processo, uma reta linear. E o etanol? A curva do aprendizado tem trinta anos, quarenta anos. Na área ambiental vai ser a mesma coisa. Dos 5% de crescimento de produção agrícola que o Brasil tem por ano, 3,5% é ganho de produtividade, tecnológico. Enquanto a nossa economia cresceu 3%, a agricultura cresceu 5% continuamente nestes últimos 13 anos. Esse é o ponto que vai fazer a diferença: o mundo inteiro vai estar vivendo essas confusões de mudança climática e, se eu consigo uma planta que tem um gene mais tolerante à seca, vai haver grande interesse.
A Embrapa já tem várias cultivares mais adaptadas para a seca, não é?
O Brasil é um grande laboratório porque é vertical. O Brasil é longo na vertical. Esses países (mostra no mapa Europa e Estados Unidos) se desenvolveram mais rapidamente porque o que eles aprendem numa região podem transferir para a outra. Isso é possível fazer na horizontal, mas eu não posso fazer a mesma coisa na vertical. Nós começamos aqui de baixo (mostra no mapa o Sul do Brasil) com a cultura européia, toda importada. Funcionou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná. Quando foi chegando a São Paulo já começou a haver dificuldade para usar as práticas deles, desde arar e gradear. Quando se foi subindo no mapa, não funcionou mais. Aí foi que surgiu uma nova agricultura, a do Cerrado. A Embrapa lidera esse processo. Em 1970, a gente estava numa situação agrícola muito delicada.O Juscelino Kubitschek tinha tomado a decisão de transferir a capital do Rio de Janeiro para Brasília. Ou seja, tirou o Brasil da costa e trouxe para cá. Isso foi uma mudança conceitual porque o Brasil só era atingido pela costa, pelo mar, não se usava avião. Aí surgem várias dificuldades, de logística, de montar as cidades, de escoamento de produção, estradas, os portos que estavam todos no mar. E o que aconteceu? Trouxe um desafio também na agricultura e aí entrou a Embrapa. Para compor a cesta básica, por exemplo, o Brasil era dependente de importação. O Brasil era importador de alimentos há 30 anos. Um ano produzia bem arroz, no outro não produzia arroz. Um ano produzia milho, no outro não. Importava leite, carnes, farinhas, trigo. E era, portanto, muito vulnerável. O trabalhador da cidade tinha uma dúvida se aquele salário que ele estava ganhando dava para pagar a cesta básica. Mas o valor da cesta básica foi caindo. Em trinta anos caiu 1% ao ano e hoje a cesta básica é 10%, talvez 12%, 20% do salário. Também tivemos que aprender a lidar com esse ecossistema, ninguém, no mundo inteiro, sabia. As escolas norte-americanas, européias, diziam que o oxi-sol (tipo de solo) não dava para a agricultura. E a agricultura a gente viabilizou. A soja tropical nós desenvolvemos.
Quanto do Produto Interno Bruto (PIB) o Brasil investe hoje em pesquisa?
Em ciência e tecnologia, o número oficial é 1,2% do PIB. Os Estados Unidos estão investindo 2,8%. Israel é o que mais investe: 3,8%, mas igual aos norte-americanos, metade é para a indústria da guerra. E são 2,8% sobre o PIB dos Estados Unidos. Os PIBS dos Estados Unidos e Brasil são bem diferentes. Então se comparássemos, abstraindo outros fatores, as diferenças culturais, de infra-estrutura, estaríamos perdidos. Mas nós temos algumas coisas mais favoráveis. Na Europa, por exemplo, não há terra disponível, sol. Eles podem ter um montão de cientistas trabalhando, mas não têm biomassa para transformar. Eles estão trabalhando em tecnologia de segunda geração para o etanol, mas eles vão fazer a biomassa a partir de onde? Tem lugares nos quais onde você tem que apostar muito em ciência e tecnologia e ter quase todo o seu dinheiro gasto nisso para tentar resolver as coisas. Aqui com pouca ciência e tecnologia a gente faz muita coisa. Quando você está em 90, 95, ir para 100 é quase impossível. Quem está em 30, ir para 70 é moleza. Mas nós sabemos que com mais ciência, mais tecnologia, a gente pode avançar mais rápido.
Com outros países árabes, a Embrapa tem algum projeto ou relação?
No caso do Líbano, foi visitado por técnicos do Brasil em duas missões, em 2006, para fazer um levantamento da situação agropecuária em função da guerra com Israel, nas áreas de bovinocultura, fruticultura, irrigação para cooperação técnica. O Brasil possui tecnologia que poderia ser repassada, principalmente pelo treinamento de técnicos libaneses. Também foram feitos esforços iniciais com o Egito, mas não foi estabelecido ainda nada de concreto. O Egito tem interesse, do Brasil, em detenção rápida de microtoxinas, técnicas moleculares para detenção rápida de patógenes, estações de aviso para epidemias de plantas, controle integrado de epidemias de solo em culturas olerícolas e grandes culturas, plantas alimentícias, estatística experimental, uso de computadores na interpretação de resultado de pesquisa.

