São Paulo – O emir do Catar, Hamad Bin Khalifa Al Thani, vai visitar o Brasil no próximo dia 20. Ele terá encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. O chefe de estado do país árabe vai passar também por Argentina e Venezuela.
“Será uma viagem política, ela vai sinalizar aos catarianos a importância que a América do Sul, e o Brasil em particular, passaram a ter”, disse o embaixador brasileiro em Doha, capital do Catar, Ânuar Nahes.
Segundo o diplomata, esta será a primeira visita do emir ao Brasil para tratar somente de temas bilaterais. Ele já esteve no país em 2005 para participar da 1ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), um encontro multilateral. O presidente Lula, por sua vez, visitou o Catar em março do ano passado, para a 2ª Cúpula Aspa, quando fez o convite para Thani ir a Brasília.
O emir vai viajar acompanhado do primeiro ministro catariano, Hamad Bin Jassem Al Thani, que pretende ter um encontro com representantes de algumas grandes empresas brasileiras estatais e privadas. O objetivo é avaliar oportunidades de investimentos no Brasil e de negócios conjuntos no exterior.
De acordo com Nahes, os dois governos vão ainda assinar acordos sobre vistos para diplomatas e representantes do Poder Público, consultas políticas bilaterais, transporte aéreo, supressão de bitributação em transporte aéreo e, possivelmente, sobre cooperação econômica, tecnológica e científica.
O Catar é um pequeno país da Península Arábica e faz parte do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), junto com Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Com uma população pequena, de 1,6 milhão de habitantes, e um Produto Interno Bruto (PIB) turbinado pela indústria do petróleo e gás, o Catar tem uma das mais altas taxas de renda per capita do mundo.
As exportações do Brasil para ao país árabe renderam US$ 195 milhões no ano passado, uma redução de 34% em comparação com 2008. Os principais itens embarcados foram carnes in natura, minério de ferro, material elétrico, carnes industrializadas e cartuchos para espingardas.
Na outra mão, as importações de produtos do Catar somaram US$ 25 milhões, uma queda de 82% em relação a 2008. A uréia foi praticamente o único item comercializado.

