São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos deverão registrar déficit orçamentário neste ano, o primeiro desde 2009. A previsão é do Fundo Monetário Internacional (FMI), que na quinta-feira (04) divulgou um relatório sobre a economia do país. Apesar do déficit esperado de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e da queda no superávit em conta corrente também prevista para 2015, o Fundo afirmou que os Emirados têm grandes reservas financeiras, que foram construídas nos últimos anos com os ganhos obtidos com a exploração de petróleo.
É por causa da queda nos preços e nas receitas desta commodity que o país agora enfrenta desafios. Outro fator que influencia no ambiente econômico ruim, afirma o documento, é a valorização real do dólar em relação ao dirham, embora a cotação da moeda norte-americana seja fixada em um dólar para 3,65 dirhans.
De acordo com o Fundo, os Emirados terão de fazer uma “consolidação fiscal”, que terá de ser gradual para não prejudicar o crescimento do país. Assim, o governo terá de preservar os investimentos, controlar os aumentos salariais no setor público, acabar com subsídios, ampliar as receitas no setor não petrolífero e reduzir os repasses às empresas estatais.
Apesar dos desafios futuros e das condições econômicas desfavoráveis, o país é está entre os mais competitivos do Oriente Médio e tem espaço para implantar outras mudanças sugeridas pelo Fundo. Entre elas, a criação de empregos no setor privado para seus cidadãos, aperfeiçoar o ambiente de negócios, ampliar o acesso de micro e pequenas empresas a financiamento e criar incentivos para o empreendedorismo.
A expectativa dos técnicos do Fundo é que o PIB do setor não petrolífero cresça 3,4% neste ano e a inflação atinja 3,8%. Embora os preços dos imóveis à venda tenham se estabilizado, os aluguéis subiram, assim como os dos produtos importados. A delegação do Fundo se reuniu com as autoridades dos Emirados Unidos de 24 de maio a 04 de junho.


