Kuwait News Agency*
Genebra – A ministra da Economia dos Emirados Árabes Unidos, Lubna Al Qasimi, disse na semana passada, durante a primeira revisão da política comercial de seu país na Organização Mundial do Comércio (OMC), que o governo dos Emirados tem como prioridade a diversificação da economia para diminuir sua dependência no petróleo e no gás natural.
De acordo com ela, a pauta de exportações do país confirma esse fato. "As exportações não-petrolíferas representaram 52,3% do total das exportações nos últimos cinco anos, em comparação com 29,5% nos anos 80 e 31,9% nos anos 70", disse a ministra.
Lubna acrescentou que o Produto Interno Bruto (PIB) nominal aumentou em mais de 14% ao ano nos últimos dois anos e esse crescimento deve continuar. "Quanto ao comércio exterior, é particularmente encorajador ver o quociente de exportações de bens sobre o PIB, que é de aproximadamente 145%", disse.
A principal força do desenvolvimento sustentável, ressaltou Lubna, é o setor privado. "Os Emirados possuem 32 zonas francas. A fórmula para o sucesso delas está em permitir que as empresas estrangeiras possam ter 100% do capital, um período de isenção de impostos corporativos, zero imposto de renda, liberdade para repatriar o capital e o lucro e nenhuma taxa de importação ou restrições de moeda", acrescentou a ministra.
Os Emirados, afirmou, é a favor da cooperação e integração bilateral, regional e multilateral, além de dar passos progressivos em direção à liberalização de serviços em uma grande variedade de setores. "Isso é especialmente importante, considerando que os serviços atualmente representam mais de 50% do PIB", disse.
No que diz respeito à proteção à propriedade intelectual, Lubna disse que as leis de seu país estão inteiramente de acordo com os padrões internacionais e sob constante revisão.
"Os Emirados Árabes Unidos vão continuar a fazer sua parte para garantir o sucesso da agenda de desenvolvimento de Doha", acrescentou Lubna, reforçando o comprometimento de seu país para um resultado positivo da atual rodada de negociações da OMC até o final do ano.
*Tradução de Silvia Lindsey

