São Paulo – O Ministério da Economia e do Turismo dos Emirados Árabes Unidos afirmou que tem estoque de bens essenciais para até seis meses e que está monitorando os mercados do país para evitar eventuais aumentos de preços. De acordo com informações da agência de notícias estatal Emirates News Agency (WAM), o governo está monitorando os preços em pontos de venda de todo o país para garantir a disponibilidade de produtos e estabilidade dos preços.
Uma lista de nove produtos é protegida por uma política de preços de bens essenciais. Tais valores não podem ser ajustados sem aprovação do ministério e de um comitê nacional. Integram essa lista óleo de cozinha, ovos, laticínios, arroz, açúcar, frango, leguminosas, pão e trigo.
A nota destaca que o aumento nos preços de alguns alimentos, como tomate e cebola, é temporário e decorre da atual situação no Oriente Médio. Emirados, Kuwait, Bahrein, Catar e Iraque estão entre os principais países afetados pelas medidas de retaliação do Irã, que está sendo atacado por Israel e Estados Unidos desde 28 de fevereiro.
Além de ataques a seus territórios, os países árabes do Golfo – além do Iraque – estão sendo afetados pela instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passam navios cargueiros e que está sendo fechado pelo Irã. A região importa grande parte dos alimentos que consome. O Ministério da Economia e do Turismo dos Emirados informou que o transporte e abastecimento de bens essenciais seguem normalmente pelos pontos de entrada do país.
Nos últimos dias, os Emirados realizaram inspeções em pontos de venda, que resultaram na aplicação multas e advertências motivadas por, principalmente, “aumento injustificado de preços”. O órgão afirmou que os consumidores são “parceiros ativos” no monitoramento de aumentos injustificados de preços e podem acessar os canais oficiais do governo para registrar reclamações.
Outros países na região do conflito também anunciaram medidas para garantir o abastecimento. Em reunião com seu gabinete na última semana, o primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia Al Sudani, ordenou que os ministérios assegurem no país o fornecimento de bens essenciais à segurança alimentar e combatam qualquer tentativa de explorar as “circunstâncias atuais” para manipular preços.
O Ministério do Comércio e Indústria do Kuwait, afirmou a agência de notícias Kuna, está tomando “uma série de medidas” para garantir a estabilidade do mercado e a segurança estratégica dos estoques de alimentos. A agência QNA, do Catar, informou que a Câmara de Comércio do Catar atua para garantir o fluxo das cadeias de suprimento e disponibilidade de mercadorias no mercado local.


