São Paulo – O Fórum Econômico Mundial divulgou nesta quarta-feira (03) o Relatório de Competitividade Global 2014-2015, que lista 144 países. A avaliação sobre as nações do Oriente Médio e Norte da África mostra “um quadro misto”, segundo comunicado divulgado pela organização.
De acordo com o levantamento, a região é afetada pela instabilidade geopolítica. O principal destaque é o desempenho dos Emirados Árabes Unidos, que foi da 19ª para a 12ª posição no ranking do Índice de Competitividade Global (GCI, na sigla em inglês) e ultrapassou o Catar como país árabe mais bem colocado na lista.
Outras economias da região não tiveram o mesmo desempenho, como o próprio Catar, que caiu do 13º para o 16º lugar; a Arábia Saudita, que saiu de 20º para 24º; do Kuwait, que passou de 36º para 40º; o Bahrein, que foi da 43ª para a 44ª colocação; e Omã, que recuou da 33ª para a 46ª posição. Estes países, junto com os Emirados, formam o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), bloco que reúne grandes exportadores de petróleo, gás e derivados.
Evoluíram no ranking, porém, a Jordânia, de 68º para 64º lugar; o Marrocos, de 77º para 72º; a Argélia, de 100º para 79º, e o Iêmen, de 145º para 142º. A Mauritânia permaneceu na mesma posição (141ª), ao passo que Tunísia, Líbano, Egito e Líbia caíram de colocação na lista.
O relatório ressalta o “forte contraste” entre as pontuações dos países do Golfo e as dos demais árabes. “Garantir reformas estruturais, melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a capacidade de inovação, para que o setor privado cresça e crie postos de trabalho, é de importância crucial para a região”, diz o comunicado.
O Brasil, por sua vez, caiu uma posição na lista, da 56ª para a 57ª. Ao analisar a América Latina em geral, o estudo informa que para diminuir sua vulnerabilidade e manter o impulso de crescimento observado nos últimos anos, as principais economias da região precisam “implementar reformas estruturais que já deveriam ter sido realizadas há muito tempo”.
Aliás, a questão das reformas é central não só para árabes e latino-americanos, mas para as economias avaliadas em geral. De acordo com o relatório, o crescimento econômico mundial está em risco, pois, apesar da adoção de políticas monetárias consideradas “ousadas” nos últimos anos, “várias nações têm dificuldade para implementar as reformas estruturais necessárias”.
O estudo destaca que a adoção de reformas nos diferentes países não é uniforme, variam de acordo com a região e o nível de desenvolvimento, e isso é “o maior desafio para sustentar o crescimento global”.
As economias mais competitivas do mundo, segundo o Fórum, são Suíça, Cingapura, Estados Unidos, Finlândia, Alemanha, Japão, Hong Kong, Holanda, Reino Unido e Suécia. O estudo ressalta que os EUA e o Japão avançaram no ranking pelo segundo ano consecutivo.


