São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos deverão concluir até o fim deste ano a compra de 63 caças Rafale produzidos pela empresa francesa Dassault. As negociações começaram em 2008, mas foram suspensas em diversas ocasiões. Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes, está disposta a pagar entre 6 bilhões de euros e 8 bilhões de euros para renovar a frota dos Emirados, hoje formada por jatos Mirage 2000 comprados nos anos 1980 e por modelos F-16 da Boeing.
De acordo com o jornal francês La Tribune, o contrato de compra para as aeronaves deverá ser assinado entre setembro e o fim deste ano. Segundo o La Tribune, uma pessoa que participa das negociações afirmou que agora, Abu Dhabi quer comprar os aviões. Isso não era prioridade quando a França tentou vender o modelo em outras ocasiões.
O mesmo modelo que a França tenta vender para os Emirados participa de uma licitação para renovar a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Da concorrência FX-2 participam o modelo francês, o sueco Gripen, produzido pela Saab, e o norte-americano F-18, da Boeing. Ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o Rafale era o modelo favorito para vencer a concorrência para a compra de 36 jatos. Quando tomou posse, a presidente Dilma Rousseff suspendeu a licitação, estimada entre 4 bilhões de euros e 7 bilhões de euros.
O Rafale é capaz de voar com velocidade Mach 1,8, que equivale a aproximadamente 1.800 quilômetros por hora, e atinge a altura máxima de 55 mil pés (16.700 metros de altitude).
Faltam detalhes para que a negociação com os Emirados seja concretizada. Uma das exigências feitas pelos árabes é equipar o Rafale com um motor mais potente do que o atual. Se fechar a venda dos aviões, a França também deverá emplacar a venda de armas para equipar os Rafale dos Emirados Árabes. Entre estas armas está o míssil ar-ar Meteor.

