São Paulo – Inspeções de rotina realizadas por empresas aéreas encontraram novas rachaduras nas asas do Airbus A380. A fabricante europeia de aviões não revelou quais são as empresas que encontraram os defeitos nas aeronaves. A Emirates Airline, que opera 19 aviões do modelo, afirmou que “inspecionou uma aeronave e atualmente tem outra sob análise”. Em janeiro, já haviam sido encontradas rachaduras nas asas de superjumbos da Singapore Airlines e da companhia australiana Qantas.
Em nota emitida pela Emirates, na sexta-feira (20), a companhia afirma que irá seguir todas as determinações da Agência Europeia de Segurança na Aviação (EASA, na sigla em inglês). As normas da EASA determinam que as empresas aéreas que encontrarem o defeito entrem em contato com o fabricante e sigam suas instruções.
As pequenas rachaduras encontradas nas asas de alguns modelos A380 foram decorrentes de um estresse a que foi submetida uma peça durante a montagem do avião. Essa peça é uma estrutura secundária que une interior e exterior de uma parte da asa. Este modelo começou a operar em 2007, pela Singapore. Depois, foi entregue à Qantas e à Emirates, que tem outras 71 aeronaves encomendadas, além daquelas que já estão voando.
Segundo a Emirates, as normas da EASA não causarão impactos nas operações da empresa. “As aeronaves permanecem em perfeitas condições de navegabilidade e não representam riscos para a segurança de voo, como afirmado pela EASA e pela Airbus. A segurança dos nossos passageiros e tripulantes é a nossa maior prioridade”, afirma a nota da empresa.

