São Paulo – A Chemtech, empresa brasileira de otimização de processos, com sede no Rio de Janeiro, deve começar a fazer projetos para a indústria de petróleo e gás do Oriente Médio. A companhia, que é de propriedade da Siemens, mantém um representante em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, há um ano e no final de 2011 começa a formar uma equipe maior na região. De acordo com o diretor de Desenvolvimento de Negócios para o Oriente Médio, César Augustus Coelho Tavares, que atua pela Chemtech na região, mais três profissionais devem se juntar a ele. Até setembro de 2012 o grupo deve chegar a 20 pessoas.
Tavares foi enviado a Abu Dhabi – onde usa a estrutura da Siemens – para desenvolver um plano de negócios para a região, conhecer o mercado, seus players e as melhores formas de atuação. Neste período, o engenheiro químico teve contatos no Paquistão, Omã, Catar, Iraque, Emirados, Arábia Saudita e Egito. A ideia é que a atuação inclua 15 países, entre eles ainda Irã, Líbia, Síria, etc. Ainda não está definido se a Chemtech continuará usando a estrutura da Siemens ou se terá uma estrutura própria nos Emirados.
Segundo Tavares, apesar do foco da Chemtech no Oriente Médio ser o setor de petróleo e gás, a atuação em cada país terá suas particularidades. Enquanto na Arábia Saudita e Emirados a maior demanda é por inovação em processos, no Catar a procura é por redução de emissões ambientais e no Iraque por serviços mais básicos, engenharia pesada. De acordo com o engenheiro, Arábia Saudita e Emirados estão mais avançados na região e concorrer em engenharia pesada nestes países não é o mais viável, em função da concorrência.
A Chemtech oferece otimização voltada para a indústria de processos, o que inclui refinarias, petroquímicas, empresas de química e de papel e celulose. A companhia foi formada, inicialmente, por três engenheiros químicos, amigos, que dominavam também a área de informática. Ela começou a atuar voltada para a indústria química e depois passou a abranger também outros segmentos, mas sempre teve como foco principal a indústria de processos.
Os serviços incluem desde melhorar a eficiência energética de uma refinaria até algo mais específico como a melhora do controle de nível de um tanque de água ou combustível. Normalmente o processo é reproduzido no computador e ali são feitas várias simulações de como melhorá-lo. Segundo Tavares, há cerca de cinco anos a maior demanda era por redução de custos. Atualmente há grande busca também por redução de emissões.
A Chemtech passou totalmente às mãos da Siemens há cerca de cinco anos. Antes, no entanto, a empresa já havia comprado parte dela. Atualmente, a Chemtech tem 1.300 funcionários, dos quais 800 ficam no Rio de Janeiro. A empresa tem escritórios em outras cidades do Brasil e mantém profissionais nos Estados Unidos e Alemanha. Há planos de abrir estruturas ainda em Viena, na Áustria, e em Angola, na África. Já foram executados projetos em cerca de 30 países.

