Túnis – A empresa tunisiana Al Jazira, vencedora do Prêmio de Melhor Azeite de Oliva Engarrafado da Tunísia, entregue nesta quinta-feira (16) em Túnis, já vende para o Brasil. Segundo a gerente de exportação assistente da companhia, Iman Baccouchi, as vendas começaram no ano passado. No País, porém, o produto é comercializado com a marca dos importadores.
A Al Jazira exporta cerca de 60% de sua produção, a maior parte embalada, mas também embarca a granel. A empresa ganhou o prêmio pela primeira vez. “É um produto novo que ganhou”, disse Baccouchi. Encorpado, o azeite tem um sabor levemente amargo.
A companhia existe desde 1999 e, além do Brasil, exporta para mercados como Japão, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbia e Argélia. “Estamos muito felizes com o prêmio, pois ele encoraja a agricultura na Tunísia, que é de grande qualidade. Temos que ter orgulho desta oportunidade”, afirmou Baccouchi.
Ao lado, o gerente de vendas da Ulysse Agroindústrias, a segunda colocada, Atef Sakka, contou que a empresa participou do concurso pela segunda vez e na anterior ficou em terceiro lugar. A explicação para a subida de posição é a contínua melhora da qualidade do azeite, que tem um gosto mais suave.
A companhia tem plantações próprias com um milhão de oliveiras e exporta para a França, Estados Unidos, China, Taiwan, Coreia do Sul e Líbia, e seu objetivo é ampliar as vendas de azeite engarrafado.
Em terceiro lugar ficou a Setpa, com a marca Azeyateen. A empresa tem apenas sete meses e participou pela primeira vez. O diretor-geral e sócio Mohamed Alaya trabalhava como diretor comercial de outra companhia do ramo, mas decidiu sair e ter seu próprio negócio.
A Setpa exporta para o Japão, Canadá, França e China, e esta semana fez seu primeiro embarque para os Emirados. A empresa exporta mais do que produz, e por isso também compra de terceiros. E Alaya revela: “Outro mercado em que estamos interessados é o Brasil. Temos contatos no País, mas precisamos ir lá.” O produto também é mais suave do que o azeite vencedor.
Algo que chamou a atenção foi o fato das empresas tunisianas terem entre seus principais mercados países asiáticos como Japão e China, apesar do azeite de oliva não ser um ingrediente tradicional da culinária do Extremo Oriente. Alaya explica: “Eles gostam mais e mais de azeite, pois é saudável, e cada vez mais eles buscam produtos saudáveis”.
*O jornalista viajou a convite do Centro Técnico da Embalagem e do Acondicionamento (Packtec), órgão do Ministério da Indústria da Tunísia


