Geovana Pagel
São Paulo – A AGS soluções ambientais, empresa brasileira que trabalha na prevenção e contenção de acidentes com derramamentos de petróleo e produtos químicos em terra e mar, está iniciando a prospecção do mercado árabe. Localizada na Grande Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a AGS definiu como principais países alvos das exportações Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Argélia, Egito, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Tunísia, Síria e Sudão.
“Escolhemos os países árabes porque a grande produção de petróleo na região faz com que aumentem as chances de acidentes e vazamentos”, disse o representante comercial da AGS, Carlos Schulz, que foi contratado para atender os países do Oriente Médio e Norte da África. A companhia, criada há quatro anos, quer iniciar as vendas externas no próximo ano.
De acordo com Schulz, a AGS, que tem a Petrobras como um dos principais clientes, oferece uma linha completa de produtos como barreiras, malhas, almofadas, mantas, colchões e kits de emergência, além de orientação técnica para a utilização dos mesmos. “A empresa também oferece serviço de orientação aos clientes sobre prevenção de acidentes que venham a prejudicar o meio ambiente”, ressaltou.
A produção dos produtos absorventes, fabricados em composto de polipropileno, é própria. O engenheiro químico Gleison de Cerqueira Lima, responsável pelo desenvolvimento de produtos e também um dos sócios da AGS, conta que a empresa foi criada após vários anos de pesquisas e experiências com vazamentos de óleos e várias tentativas de seus técnicos para idealizar a melhor forma de proteção ao meio ambiente.“Nossa empresa foi concebida dentro de padrões internacionais e voltada, principalmente, para a preservação do ecossistema”, explicou Lima.
Segundo ele, a grande meta da AGS no mercado interno é criar bases de atendimento, com kits de emergência, a cada 500 quilômetros em todo o território nacional. “É preciso iniciar o trabalho de contenção nos primeiros minutos após o acidente", justificou.
Na opinião de Lima, este kit emergencial deveria ser utilizado como kit de primeiros socorros em caminhões, trens e navios que transportam petróleo e demais produtos químicos.
Sediada na região metropolitana da capital gaúcha, em prédio próprio com área de 4 mil metros quadrados de área construída, a AGS gera cerca de 40 empregos diretos. “Em alguns períodos do ano, chegamos contratar mais 80 pessoas terceirizadas para atender o grande número de pedidos”, contou Lima.
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