Alexandre Rocha
São Paulo – A Serlac Trading, empresa de comércio exterior que atua exclusivamente no setor de lácteos, quer conquistar o mercado do Oriente Médio para empresas brasileiras e ampliar sua participação no mercado africano. "Estamos prospectando o Oriente Médio, que interessa para nós, mas é um mercado muito competitivo, com fornecedores da Europa e da Oceania", disse o diretor comercial da companhia, François Pequerul.
Entre os países do Oriente Médio que a Serlac está prospectando mais intensamente estão a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. Na África a empresa já trabalha com diversos destinos, como Argélia, Tunísia, Egito, Líbia, Mauritânia, Senegal, Angola, Nigéria e está em busca de oportunidades no Sudão.
A África absorve 60% dos produtos exportados pela companhia, sendo que boa parte disso, ou 40%, vai para os países da África Árabe. A Argélia, inclusive, era há até pouco tempo o principal destino das exportações da empresa. Pequerul disse, porém, que o acordo de associação assinado entre o governo argelino e União Européia derrubou as taxas cobradas sobre os lácteos produzidos na Europa, tirando mercado dos produtos brasileiros.
Apesar do revés, a estratégia é não esmorecer e tentar cada vez mais expandir e diversificar mercados. Para Pequerul, o Brasil está fazendo sucesso entre os países árabes e é muito competitivo em produtos como café, açúcar e carnes. Além de atestar a qualidade da produção nacional, a inserção de mercadorias brasileiras nestes mercados gera maior confiança do comprador e facilita a entrada de outros produtos, como os lácteos.
A Serlac que consolidar sua presença em países como a Argélia, tanto que Pequerul participou, em novembro, da missão comercial ao país liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. "Queremos firmar parcerias com empresas locais, tanto para embalagem lá, como comercialização com a nossa marca, ou nomeação de distribuidores exclusivos", declarou o executivo.
Além da África, os outros dois mercados nos quais a Serlac já opera e onde pretende ampliar sua atuação são os países da América do Sul e os programas de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), que periodicamente promove licitações para a compra de gêneros alimentícios.
As exportações da companhia estão concentradas em três produtos: leite em pó, leite condensado e leite evaporado. "No futuro próximo vamos trabalhar com queijos também", garantiu Pequerul.
A Serlac surgiu em maio de 2002, fruto de uma associação entre a empresa de comércio exterior Sertrading e cinco companhias do setor de lácteos: Itambé, CCL-Paulista, Confepar, Ilpisa e Embaré. Juntas estas empresas processam 3,8 milhões de litros de leite por dia. Este ano, segundo Pequerul, as exportações renderam US$ 40 milhões.
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