Da redação
São Paulo – A cidade gaúcha de Alegrete vai receber uma central termelétrica que gerará energia a partir de resíduos de arroz. A central será criada pela Geradora de Energia Elétrica Alegrete (GEEA), vinculada à empresa Pilecco, produtora de arroz. O projeto deve demandar investimentos de R$ 25 milhões. O diretor da GEEA, Onélio Pilecco, assinou junto ao governo do estado do Rio Grande do Sul, no início desta semana, um protocolo de intenção de implantar a central.
A central vai utilizar 37,6 mil toneladas de resíduos de arroz para gerar 36,6 mil megawatts de eletricidade por ano. Do projeto também faz parte a criação de uma unidade de produção de sílica, um composto utilizado como matéria-prima por indústrias como a de materiais de construção e vidros. A unidade deve produzir 13 mil toneladas de sílica por ano a partir do beneficiamento de 180 toneladas de casca de arroz por dia.
Parte do investimento, cerca de R$ 18 milhões, terá recursos do banco gaúcho CaixaRS. Na assinatura do protocolo de intenções com o diretor da GEEA, o governador do estado, Germano Rigotto, afirmou que o projeto vai somar-se a outras iniciativas de geração de energias alternativas no estado, como a construção de um parque eólico, na cidade de Osório, a construção de usinas de álcool.
A unidade sílica é a parte mais importante do projeto em função do alto valor tecnológico do produto. Boa parte dos investimentos será empregada na construção de quatro prédios: um que abriga a central termelétrica, outro para o equipamento de pré-hidrolise, que é a reação dos materiais, um terceiro para o equipamento de calcinação, onde será produzida a sílica, e outro para os equipamentos de tratamento de água e efluentes. O projeto deve começar a ser implantado ainda neste ano.

