São Paulo – A Lili Bag, indústria de bolsas para bebês, fará sua primeira exportação para a Arábia Saudita entre agosto e setembro deste ano. A empresa fechou negócio com uma rede de varejo saudita durante a Pitti Bimbo, feira italiana de produtos infantis que ocorreu no final de junho. A Lili Bag, da cidade paulista de Itú, expôs na mostra como parte do Texbrasil, programa de internacionalização da indústria de moda do Brasil, levado adiante pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A proprietária da empresa, Sheyla Rocha, está entusiasmada com a perspectiva de atender o mercado árabe e acredita que a rede pode se tornar um dos seus maiores clientes no exterior. Ela enviará um pedido volumoso de bolsas e a empresa da Arábia Saudita terá exclusividade para vender a marca no mercado local por três anos. Atualmente as exportações respondem por 2% da produção da Lili Bag, mas se os negócios com os sauditas perdurarem e acontecerem segundo a expectativa da empresária paulista, elas devem passar a 10%.
A Lili Bag faz exportações pequenas e esporádicas há dois anos. Ela já vendeu para Emirados Árabes Unidos, França, Suíça, Alemanha e Itália. Rocha acredita que a rede saudita para a qual vai exportar já estava de olho nos seus produtos, mas a variação cambial não ajudava. A valorização atual do dólar sobre o real auxiliou no fechamento do negócio, segundo a empresária. “Agora temos preço e qualidade”, afirma ela, lembrando que a segunda característica sempre existiu nos produtos Lili Bag.
Os sauditas vão comprar todos os tipos de produtos da coleção da Lili Bag. Mas a empresária afirma que eles pediram muitos artigos em cores para meninos. Rocha quer vender também para os outros países árabes e conta que o envio anterior aos Emirados foi um apenas. “Eles querem preços”, afirma, com base em suas impressões sobre o contato que teve com os importadores árabes.
A Lili Bag fabrica bolsas, malas e mochilas, mochilas térmicas, nécessaires, acessórios como capas para Ipad e chaveiros, voltadas para bebês e crianças. Os produtos são feitos em tecidos e couro, com muito colorido. Eles são bordadas à mão e levam bastante trabalho manual, com figuras de ursinhos e até ursinhos em pelúcia costurados sobre elas. As mochilas trazem animais da fauna brasileira como macaco, arara, jacaré, além de outros como corujas e gatinhos.
É Sheyla Rocha quem cria as bolsas. Ela conta que as peças são pensadas para esse período da vida da mulher, quando ela tem seu filho e troca o uso da bolsa pessoal pela do bebê. Por isso, elas já trazem compartimentos para a mãe guardar a carteira, chave do carro e celular. “Tem que ter muitas divisões”, afirma. A empresa também está começando a fabricar uma linha mais básica e econômica, feita em sintético, em cores lisas, e bordados à mão em vez de com máquina.
Rocha tem como meta avançar bastante na exportação e afirma que possui interesse em todos os mercados no exterior. A empresária está em conversas com importadores da Coreia do Norte e vai participar ainda neste ano de uma feira nos Estados Unidos, a Children’s Club, na qual tem expectativa de conquistar novos clientes. A Lili Bag já participou de cinco edições da Pitti Bimbo, na qual conseguiu os contatos das suas vendas internacionais atuais.
Sheyla Rocha criou a Lili Bag após o nascimento da sua segunda filha. Ela fabricava bolsas para mulheres e ao procurar uma mala para a recém-nascida, não encontrou nada atraente no mercado. “Eram todas iguais”, afirma. Então ela resolveu confeccionar a própria mala, que fez bastante sucesso na maternidade. A empresária largou o antigo negócio, criou a Lili Bag em janeiro de 2010 e passou a fabricar as bolsas para bebês.
Contato:
Lili Bag
Site: www.lilibag.com.br
Telefone: +55 (11) 4025-8059
Email: [email protected]


