Alexandre Rocha
São Paulo – O empresário argelino Nordine Safer Tabi, diretor geral da Safer Tabi & Freres (Safer Tabi e Irmãos), está em São Paulo atrás de negócios. Sua companhia é especializada em importação e distribuição de material de construção.
"Existem muitos projetos habitacionais na Argélia e estamos tentando colocar os produtos brasileiros neles", disse Safer Tabi ontem (15) à ANBA, durante visita à Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), ressaltando que a companhia faz contratos de fornecimento de material com empreiteiros.
Ele está atrás principalmente de vergalhões de aço e ferro e madeira para construção. Esteve na Feicon, feira da construção civil que está sendo realizada no Anhembi na capital paulista, mas reclamou que não encontrou gente especializada em comércio exterior, só pessoal voltado ao mercado interno.
"No final eu saí só com catálogos, mas queria já ter discutido negócios", afirmou Safer Tabi, que trabalha apenas com produtos brasileiros e argelinos.
Tubos e conexões
Mas a especialidade da empresa são os tubos e conexões, importam as conexões da Tupi há nove anos e há cerca de um ano representam a marca Tigre de tubos e conexões de PVC. "A Tupi é um sucesso na Argélia, o nome já se firmou e a Tigre está no mesmo caminho, tivemos algumas dificuldades no início, mas agora também já se firmou", declarou Safer Tabi.
A empresa, de acordo com ele, dispõe de uma matriz de importações e três centros de distribuição, além disso opera com distribuidores terceirizados que fazem entregas em todo o país.
Hidráulica é mesmo o forte da companhia, que já trabalhou com outras marcas como Docol e Astra. Ela já importou também produtos da Condor que fabrica pincéis. O empresário disse que importou cerca de US$ 500 mil em produtos brasileiros no ano passado, este ano o valor deve ficar próximo a isso, mas em 2005 espera desenvolver mais os negócios.
Tigre
Desenvolver novos projetos com a Tigre e discutir um novo plano de marketing para a marca é justamente um dos objetivos da vinda dele ao Brasil. O empresário disse que está até discutindo a possibilidade da fábrica catarinense vir a produzir em solo argelino. "Se eles toparem nós temos inclusive um terreno para isso lá, além da matéria-prima (petróleo) barata, e o mercado africano pode servir bem", declarou.
Além da Argélia a Tigre tem negócios na Líbia e no Marrocos. Em março a empresa participou da Feira Internacional do Cairo, no Egito, onde fechou um acordo de representação comercial e cerca de 100 contratos de negócios.
Safer Tabi acrescentou que as marcas brasileiras são bem aceitas em seu país, mas boa parte do mercado é dominada por empresas européias. "Quando as brasileiras entram, as européias se preocupam, mas elas têm de estar mais presentes", disse. Para ele é preciso "trabalhar o marketing".
Enquanto isso, novos fornecedores vão entrando com força no mercado argelino. Segundo ele, a Turquia exportou o equivalente a US$ 1,5 bilhão em material de construção para o país do Norte da África no ano passado, e a China também começa a crescer.
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