São Paulo – Uma pesquisa da empresa de consultoria internacional KPMG apontou que os empresários brasileiros são os mais otimistas do mundo em relação ao comportamento da economia global no próximo ano. Há um aumento generalizado de otimismo – em relação a uma pesquisa feita há quatro meses – sobre a recuperação da economia mundial, principalmente nos Estados Unidos e nos países integrantes do BRIC, que são Brasil, Rússia, Índia e China.
O levantamento ouviu 11 mil empresários nos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha, Irlanda, Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca, Polônia, Brasil, Rússia, Índia e China sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes nas áreas de indústria e serviços. O Brasil foi o mais otimista nos dois segmentos, de acordo com dados divulgados pela KPMG.
A pesquisa mostrou um aumento no otimismo entre os 17 países pesquisados sobre a atividade econômica no setor industrial. Na área de serviços foram pesquisados apenas 12 países – Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca e Polônia não participaram – e houve no geral, uma leve queda de otimismo.
O otimismo no Brasil, de acordo com a KPMG, pode ser atribuído à forte demanda interna e externa por produtos e serviços. Os Estados Unidos apresentaram a segunda maior taxa de otimismo entre o empresariado, superior a dos BRICs. De acordo com o diretor global da KPMG, a pesquisa mostra que a crise global pode ter sido superada, mas indica diferentes níveis de recuperação.
Segundo ele, no primeiro nível estão os BRICs, confiantes e preocupados apenas com a inflação e questões externas sobre as quais não têm controle. No segundo estão os Estados Unidos e economias européias mais fortes, com otimismo cauteloso e dúvidas sobre a recuperação após fim de pacotes de estímulo. No terceiro nível estão outros países, como a Grécia. Nestes não existe confiança empresarial, pois estão em estágio mais delicado de recuperação.

