Randa Achmawi, especial para a ANBA
Cairo – A Feira Internacional do Cairo deste ano foi inaugurada no domingo (19) em grande estilo pelo primeiro-ministro egípcio, Ahmed Nazif, comemorando assim os cinqüenta anos, o jubileu de ouro, do evento. Esteve presente também o vice-ministro do Comércio, Ahmed Rabie. Participam desta edição 972 expositores de 31 países.
No estande brasileiro, organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, foram realizados cerca de 50 contatos comerciais com empresários não só do Egito, mas de vários paises árabes, nos dois primeiros dias da mostra. Eles estão interessados em estabelecer contatos para futuros negócios com o Brasil. Muitos destes empresários já conhecem as possibilidades oferecidas e a qualidade dos produtos brasileiros e querem mercadorias específicas.
Dentre estes visitantes estão libaneses, tunisianos, palestinos, sudaneses, além dos egípcios. Seus interesses são os mais variados. Os empresários do Sudão estavam interessados em granitos e material de construção, já os da Palestina queriam produtos alimentícios
Os empresários tunisianos querem promover o turismo. "Eles querem ir ao Brasil em busca de agentes de turismo", informou o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. No caso dos egípcios, os interesses demonstrados até agora são bastante variados. "Eles estavam em busca de material para a fabricação de fósforos, móveis, calçados de couro e de plástico, vergalhões de aço, máquinas para a indústria têxtil, eletrodomésticos, adoçantes artificiais, máquinas para preparação e preservação de alimentos para hotéis e restaurantes", acrescentou.
Churrasco
Paralelamente à abertura da Feria do Cairo, reuniram-se domingo à tarde o presidente do sindicato egípcio de importadores de carne, Alaa Radwan; o secretário-geral da mesma instituição, Ahmed Radwan; Naim Nasser Ramese, da empresa El Nasser, um dos maiores importadores de do Cairo; Alaa El Sharaky da AGA 3 trading, que é o maior importador de Alexandria; Mohamed El Zoghbi, gerente-executivo da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras); Antonio Jorge Camardelli, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); e Michel Alaby.
A reunião teve como objetivo definir um plano de trabalho sobre controle sanitário, normas de qualidade das carnes e padrão de cortes. Ficou decida a criação de um contato mais rápido e eficiente entre a Abiec e o sindicato egípcio para melhorar a qualidade do trabalho conjunto.
Ontem a Abiec promoveu um churrasco promocional no Cairo, como o que já havia ocorrido em junho do ano passado e é feito com regularidade em todos os mercados importantes para a carne brasileira. "Hoje fazemos um churrasco por mês em todos os países para os quais exportamos", disse Camardelli. Para ele, esta é uma maneira de agradecer aos compradores por sua atenção e pela preferência pela carne brasileira.
De acordo com Camardelli, as exportações brasileiras para o Egito aumentaram em 20% e espera-se que elas aumentem mais 15 % durante os próximos meses. "Algo excepcional esta ocorrendo: o Egito se tornou hoje não somente o maior comprador árabe de carne brasileira, mas o maior comprador do nosso produto no mundo", afirmou Camardelli. Para ele, a Feira do Cairo é uma ocasião de extrema importância para "mostrar aos nossos amigos que cumprimos nossas promessas e voltamos sempre para encontrá-los e brindar com um churrasco".

