Geovana Pagel, enviada especial
Belo Horizonte – Ampliar os negócios no mercado árabe. Este foi o maior objetivo dos empresários mineiros que participaram do seminário realizado na semana passada em Minas Gerais. O encontro, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), fez parte do cronograma da visita do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil ao estado.
A grife mineira Patachou, assinada pela estilista Tereza Santos, é uma das empresas que quer trabalhar para aumentar a sua participação no mercado árabe neste ano. De acordo com a gerente de vendas internacionais, Andréa Ribas, a marca já é exportada para quatro países árabes: Líbano, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.
"É um mercado que a gente quer investir bastante porque tem muito potencial para ser desenvolvido", explica Andréa. Reconhecida no mercado brasileiro pela originalidade das suas coleções, a marca figura no topo do ranking de grifes brasileiras e participa do São Paulo Fashion Week, o mais importante evento de moda do país, desde 1996.
Para aumentar as vendas ao Oriente Médio, a empresa pretende participar de feiras do setor nos países árabes e também estabelecer parcerias com distribuidores locais.
Outra empresa exportadora presente no evento e que também aposta em parcerias para vender mais para os países árabes é a fabricante de sapatos femininos Spatifilus, que desde 2002 exporta para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes.
Com 30 anos de mercado e produção diária de 2 mil pares, a Spatifilus quer aumentar de 10% para 30% o percentual destinado ao mercado externo, em cinco anos. De acordo com a gerente de exportações, Marina Purri, atualmente cerca de 30% das exportações da fabricante são enviadas para o mercado árabe, o que significa que as vendas para a região também serão turbinadas.
"É um mercado com muitas oportunidades. Por isso toda aproximação e troca de informações, como este seminário, é muito bem-vinda", afirmou Marina.
Gemas e jóias
O Brasil exporta gemas e jóias para mais de 40 países. Os países árabes estão entre os mercados emergentes que já figuram no ranking dos principais destinos do setor. Em 2004, os Emirados Árabes ficaram em 2° lugar para diamantes lapidados, 5° lugar para rubis, safiras e esmeraldas brasileiras, e em 8° para jóias manufaturadas. Já o Bahrein foi o 4° destino para as jóias prontas.
Foi por causa desta demanda do mercado árabe que o empresário André Luis da Silva, da fabricante de gemas e jóias Empire, participou do seminário em Minas Gerais. "Já exportamos para França, Suíça, Rússia e Estados Unidos e agora estamos muito interessados em iniciar um trabalho de prospecção no mercado árabe", disse Silva. Segundo ele, a participação em feiras como a Jewellery Arabia, no Bahrein, pode ser um bom começo para iniciar os contatos com a região.
No ano passado, 10 empresas brasileiras participaram da Jewellery Arabia, com o apoio do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Precisos (IBGM) e da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB). Todas fecharam negócios. Este ano o evento será realizado novamente entre os dias 8 e 12 de novembro. "Já estamos nos organizando para estarmos lá este ano", garantiu o empresário.

