São Paulo – O novo conceito do Centro de Negócios de Dubai, localizado na zona franca de Jebel Ali, despertou o interesse dos empresários brasileiros que participaram ontem (21) de seminário promovido pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex) em São Paulo. “O Centro de Negócios passou a ser uma plataforma de apoio para empresas brasileiras estarem presentes de forma mais efetiva no mercado árabe”, afirmou o coordenador da Apex-Brasil Internacional, Sérgio Costa.
Desde o ano passado, a Apex vem trabalhando para mudar o conceito de seus Centros de Negócios internacionais, que eram conhecidos como Centro de Distribuição. “Com o tempo, verificamos que o Centro de Distribuição não atendia às necessidades das empresas brasileiras”, disse o analista da Unidade de Centros de Negócios da Apex, Igor Calvet. Agora, os centros vão oferecer às empresas desde armazenamento de produtos e logística, até consultoria e escritórios temporários.
De acordo com o diretor da Câmara Árabe, Wladimir Rafik Freua, o Centro de Negócios de Dubai é uma parceria entre a Câmara Árabe e a Apex. “Já são nove anos de relacionamento. Começamos promovendo seminários sobre o mercado árabe no Brasil e sobre o Brasil no mundo árabe. Agora, estamos aqui para anunciar um Centro de Negócios”, afirmou o diretor para uma platéia de cerca de 50 empresários.
Entre as empresas representadas no seminário estava a Cerâmica Chiarelli, fabricante de pisos e revestimentos que já exporta para Dubai. “Nossa idéia é poder contar com o centro para armazenar nossa mercadoria e repor rapidamente”, afirmou a supervisora de exportação da empresa, Ana Cristina Ushijima. Segundo ela, o aspecto mais interessante é a posição estratégica do centro, que pode facilitar as exportações brasileiras para outros países árabes.
Além das empresas que já exportam para o mercado árabe, também estavam presentes no seminário empresas interessadas em começar a exportar. Segundo a gerente operacional do centro de Dubai, Fabiana Giuntini Giffoni, a nova estrutura também vai oferecer apoio às empresas que ainda não exportam para o mercado árabe. “Não estamos lá só para oferecer um estoque de mercadorias. Queremos ser reconhecidos como o principal parceiro da empresa brasileira no mercado”, acrescentou Fabiana.
A empresa mineira Serra do Curral, fabricante de pão de queijo, por exemplo, ainda não exporta e quer começar por Dubai. Segundo o diretor da empresa, Bráulio Pains, Dubai é um mercado que está crescendo muito e tem um bom potencial para os produtos da empresa. “Identificamos nesse Centro de Negócios uma boa oportunidade, pois a empresa vai ter o apoio da Apex e da Câmara Árabe”, disse.
Outra empresa interessada nas instalações é a Cepralli, de exportação de alimentos e assessoria empresarial. De acordo com o diretor da companhia, Ronaldo Andrade, a nova estrutura vai facilitar tanto na estocagem dos produtos quanto nos serviços de consultoria que oferece. “Gostaria de um auxilio para conseguir, pelo menos, um comprador”, disse Andrade, que quer começar a exportar água gaseificada para Dubai.
De acordo com Fabiana, o objetivo do centro de Dubai é reduzir a distância, custos e facilitar as empresas a operacionalizar suas vendas no mercado. Para isso, o centro vai oferecer consultoria para as empresas brasileiras, como indicação de oportunidades de negócios, orientação sobre exigências legais, tarifárias e fitossanitárias; suporte a negócios, com salas de reunião e escritórios temporários; armazenagem e logística, com recebimento e armazenamento de carga; seguro de armazenagem; e showroom permanente.
No seminário, também participaram empresas dos setores de equipamentos médico-hospitalares, têxtil e confecções, granitos e mármores, móveis, plásticos, transportes, equipamentos automotivos e até uma empresa de maquetes, a Adhemir Fogassa Maquetes, que detém 75% desse mercado em São Paulo e acredita estar preparada para atender a demanda de Dubai.
Jebel Ali
A zona franca onde está localizado o Centro de Negócios de Dubai conta com mais de 6 mil empresas de 120 países. O volume de negócios das empresas localizadas na área é de US$ 37 bilhões. São mais de 135 mil pessoas trabalhando no local. O centro tem 556 metros quadrados em área alfandegária de alta segurança. “Esse é o caminho que as empresas que querem atuar nesse mercado estão seguindo”, disse Fabiana.
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