São Paulo – A cidade é toda feita de pequenas e charmosas ladeiras. Algumas árvores frondosas e outras pequerruchas dão ao turista o deleite de caminhar tranquilo por lá em dias quentes. O ar ali parece mais puro porque o transitar de carros não é muito. Restaurantes de frutos do mar, comida mineira e até alemã se oferecem entre os milhares de endereços. E assim, andando aqui e acolá neste ambiente não é difícil se deparar com o maior tesouro do município de Embu das Artes: a feirinha de artes, que fica no centro e leva o nome da cidade.
Embu das Artes se tornou ponto certo para os moradores de São Paulo que querem encontrar lazer enquanto compram apetrechos para o lar ou para os turistas vindo de longe e ávidos por levar para casa objetos coloridos e arte típica do Brasil. Na feirinha de Embu dá para encontrar de tudo, desde aqueles panos de pratos com a cara da vovó, até sandálias de couro feitas à mão, brinquedos de madeira, esculturas, luminárias, redes e quadros. Móveis de madeira rústica e antiguidades também abundam por ali.
A feirinha é um prato cheio para quem quer comprar. Nos domingos, sábados e feriados há barraquinhas montadas nos largos do centro, além de lojas fixas de artesanato espalhadas por ruas como Domingos Paschoal, Joaquim Santana, Nossa Senhora do Rosário, todas pertinho umas das outras. Durante a semana, as barracas não estão por lá, mas as lojas, que não são poucas, estão abertas em horário comercial. Os preços não são nenhuma exorbitância, tem produto de todo tipo e para todo bolso.
Mas, se a carteira não estiver muito cheia, a Feira de Embu das Artes é também é um lugar gostoso apenas para passear, encher os olhos com a beleza da criação dos artistas e depois sentar-se num banco da praça, deixar o dia passar, ou ir a um dos restaurantes charmosos que se intercalam com o comércio por lá. Um deles, o Empório São Pedro, mistura arte e comida, é antiquário e restaurante. Os pratos da comida internacional são assinados pelo chef Guilherme Manoel. O nome da rua onde ele fica é sugestivo e combina com o exotismo do empreendimento: Viela Lavadeiras.
Embu das Artes tem 240 mil habitantes. A cidade tem sua história marcada pela arte, pois se formou ao redor da construção de uma igreja, a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em 1628. A capela, que depois ganhou um convento como anexo, foi motivo de reunião de vários padres artistas para a sua decoração. Os padres tentaram ali desenvolver um povoado, mas como as terras não eram propícias para o cultivo do café, ele só se consolidou depois que a região se voltou para o turismo. O município foi criado em 1959.
A capela e o convento, aliás, podem ser visitados e são uma atração no centro de Embu das Artes, pois abrigam o Museu de Arte Sacra, com arte de estilo barroco. Há ainda outras duas capelas que costumam ser visitadas pelos turistas, a Santa Cruz e a São Lázaro, além do Centro Cultural, o Memorial Sakai, que é uma homenagem a um dos maiores escultores de terracota do Brasil, Tadakiyo Sakai, japonês que viveu em Embu, e o Museu do Índio. Ainda há atrações só de lazer, como o Parque do Lago Rizzo, com lago e espaço verde.
A cidade de Embu das Artes também possui pousadas, hotéis e costuma receber muitos estrangeiros. Caminhando pelas ruas da cidade, não é raro deparar-se com gente falando em espanhol e inglês. Pessoas de outros estados do Brasil também visitam o local, mas o mais comum é ver por ali uma romaria de paulistanos que procuram a feirinha como lazer de final de semana. No total, quase 500 artistas expõem e vendem seus trabalhos em Embu das Artes, segundo números divulgados pela Prefeitura da cidade.
Serviço
Feira de Embu das Artes
Aos sábados, domingos e feriados
Informações: (11) 4704-6565 / 4781-5971
Site: www.embu.sp.gov.br/secretarias/turismo/Feira.php

