Alexandre Rocha
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São Paulo – A artista plástica Dolly Moreno, nascida no Egito e radicada no Brasil, vai expor pela segunda vez no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, que ocorre entre os dias 13 e 16 em Paris, na França. Ela produz grandes esculturas em metal e no ano passado foi vencedora do salão na categoria de esculturas abstratas.
Nesta edição Dolly vai apresentar um trabalho em aço inox e latão com partes móveis, no qual o público poderá mexer. O troféu para o ganhador da categoria de escultura abstrata este ano foi batizado com seu nome.
Além de peças com caráter lúdico, ela costuma fazer também esculturas de grande porte, daquelas que ornamentam entradas de edifícios. Por causa do tamanho, os artefatos são construídos em partes em sua oficina em São Paulo e a montagem final é feita no local de exposição.
Uma característica de suas peças é que elas parecem "estar a ponto de quebrar", o que dá uma noção de ruptura. Isto, segundo Dolly, é resultado de influências de sua história pessoal. A ruptura seria o momento em que ela deixou o Egito com a família, há cerca de 30 anos. Morou na França e nos Estados Unidos e depois se estabeleceu no Brasil.
A artista estudou na Universidade de Artes Plásticas do Cairo, no L’Atelier de Alexandria, na École de Beux-Arts em Paris, no Queens College em Nova York e na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, onde foi aluna do também escultor Nicolas Vlavianos.
Aliás, os dois têm algo em comum em suas origens. Vlavianos é grego e Dolly é filha de pai grego e mãe russa, embora tenha nascido no Egito. Seu marido, com quem tem três filhas, também veio do país árabe.
A artista participa de três a quatro exposições por ano. Após o evento em Paris, ela vai apresentar seu trabalho, no início do próximo ano, no prédio do Banco Central em São Paulo. Ela já expôs em 12 países diferentes.

