São Paulo – O governo do estado do Espírito Santo está levando adiante um programa para melhorar a qualidade e a produtividade do café arábica produzido no estado. Na última semana, no lançamento da colheita do produto, o programa foi divulgado em Iúna, uma das regiões produtoras, para cerca de dois mil produtores.
Pelo programa, chamado “Renovar Arábica”, o governo pretende substituir, em 15 anos, cafezais antigos por plantas mais resistentes ao tempo e doenças. "As famílias dessa região vivem há mais de 160 anos com a produção do arábica e a renovação dessa lavoura é um dos maiores desafios para o governo”, disse o secretário estadual da Agricultura, Ricardo Santos.
O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do Brasil. O setor gera 300 mil empregos no interior. O programa ”Renovar Arábica” será implementado em 49 municípios capixabas, numa área de 190 mil hectares, em mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar, que envolvem, em média, 53 mil famílias.
A meta é renovar 100% do parque cafeeiro de arábica, com variedades recomendadas pelas pesquisas científicas e com a utilização de boas práticas agrícolas. O objetivo é dobrar a produtividade, de 12 sacas por hectares para 23 sacas, além de aumentar a produção de dois para quatro milhões de sacas ao ano, sem crescimento da área plantada.
A produção capixaba de café representa mais de 25% do total nacional. Se for levada em conta apenas a produção de arábica, o estado fica em quarto lugar no ranking nacional, atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, respondendo por 8% da produção nacional de arábica. A cafeicultura é responsável por 43,6% do Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária do Espírito Santo.

