São Paulo – Os estudantes da Universidade de Brasília Thaís Queiroz, Guilherme Ávila e João Sigora irão representar o Brasil na final regional do Hult Prize, competição de empreendedorismo social, que acontece nos dias 13 e 14 deste mês em Dubai.
Com a proposta de um kit de mágica de baixo custo para ajudar na educação de crianças carentes, a equipe conquistou uma vaga na final regional do prêmio que vai dar US$ 1 milhão para a equipe vencedora desenvolver seu projeto. O Hult Prize é promovido pela Clinton Global Initiative, organização do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.
Para a viagem, no entanto, faltava verba. E, conforme noticiado pela ANBA, o grupo buscava patrocínio para ir aos Emirados Árabes Unidos. O patrocínio veio e, agora, a equipe brasiliense já se prepara para a viagem.
“A passagem e a hospedagem vão ser pagos pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra)”, contou Queiroz, que é doutoranda em Relações Internacionais e capitã da equipe. O grupo também recebeu apoio financeiro do Curso Pódion e do Instituto Sabin. O kit de mágica criado pelo grupo conta com truques para que as crianças aprendam a contar e outros que estimulam o campo visual, por exemplo.
“Usamos o dinheiro para contratar um estúdio de design para fazer o produto, para fazer o manual, o protótipo, a logomarca, comprar os materiais e contratar uma pedagoga para nos ajudar”, revelou Queiroz sobre a utilização do patrocínio recebido das demais empresas.
O Hult Prize promove competições regionais em cinco cidades no mundo: Boston, São Francisco, Londres, Xangai e Dubai. Os selecionados em cada uma destas localidades participam da final mundial do prêmio, que acontece em Nova York.
“A gente está trabalhando muito. Investimos boa parte do tempo para buscar recursos para poder ir [a Dubai]”, explicou Queiroz. Ela disse que a equipe elaborou um portfólio com o projeto do grupo e apresentou nas empresas para conseguir o patrocínio. O protótipo do kit de mágica já está na gráfica. “Testamos as mágicas com as crianças e elas gostaram bastante”, disse a capitã da equipe.
As expectativas para a participação na final regional são positivas “A gente fez o nosso melhor. Procuramos atender os requisitos de um produto de qualidade e que, ao mesmo tempo, tenha um conteúdo educacional para as crianças. Estamos felizes de poder representar o Brasil”, completou Queiroz.


