Silwan Abbassi*
Brasília – Os Estados Unidos têm atualmente 60 projetos em desenvolvimento na Tunísia, com investimento de aproximadamente US$ 700 milhões. Os projetos estão principalmente nos setores energético, de tecnologia da informação e farmacêutico, segundo informa o jornal árabe Al Hayat. Há dois anos, os projetos norte-americanos no país árabe do norte da África eram apenas 35.
O acesso ao mercado tunisiano é um grande desafio aos americanos. O país, apesar de estar localizado na África, tem mais características árabes ou mediterrâneas e tem fortes ligações com a Europa. Empresas norte-americanas estão interessadas nas relações do país árabe com os países europeus e da África.
Para ampliar as relações econômicas entre ambos os países, o ministro do Desenvolvimento e da Cooperação Internacional da Tunísia, Nouri Jouini, vai visitar os Estados Unidos no mês que vem. Já novembro será a vez de uma missão de empresários norte-americanos visitar a Tunísia.
Para ajudar empresas norte-americanas a ingressar no mercado tunisiano, os Estados Unidos estão negociando um Tratado de Livre Comércio com o país africano. Já está em negociação a primeira parte, um acordo quadro para comércio e investimento. As primeiras rodadas de negociações ocorreram na Tunísia em outubro de 2003 e a segunda em junho de 2005.
Representantes de ambos os governos pretendem se reunir novamente nos próximos meses para discutir os passos executivos para a assinatura do acordo quadro. Os Estados Unidos pretendem incluir a liberalização do transporte aéreo entre ambos os países, para criar vôos diretos. As negociações entre os dois países também incluirão a liberalização de serviços, simplificação do fluxo de investimentos e a garantias à propriedade intelectual.
A Tunísia atualmente exporta US$ 120 milhões ao ano para os Estados Unidos, enquanto importa dos americanos US$ 400 milhões. Os Estados Unidos já estiveram entre os quatro maiores parceiros econômicos da Tunísia, perdendo apenas para França, Itália e Alemanha, mas em 2006 estavan na oitava posição, atrás dos três países europeus mencionados acima e também da Espanha, Líbia, China e Bélgica.
A assinatura de um acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e Tunísia permitirá com que produtos, investimento e empresas tunisianas ingressem nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, abrirá caminho para exportações norte-americanas para a Tunísia, baixando os preços para consumidores tunisianos.
*Tradução de Mark Ament

