São Paulo – A população expatriada ocupa 58% dos postos de trabalho nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). A informação consta em uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento TalentRepublic.net e foi divulgada pelo site de notícias Emirates Business 24/7.
Nos Emirados Árabes Unidos, 87% dos trabalhadores são de outros países, segundo pesquisa da companhia Madar Research. No Catar, a taxa é a mesma. No Kuwait, 69% da mão-de-obra é expatriada, no Bahrein são 51%, em Omã 70% dos trabalhadores são estrangeiros e na Arábia Saudita a taxa é de 73%.
"Os países do GCC, incluindo os Emirados, cresceram muito na última década, mas a infraestrutura necessária para gerar talentos que possam ser empregados pelas organizações não cresceu com rapidez suficiente", disse o diretor da consultoria em recursos humanos Hewitt Associates para o Oriente Médio, Debabrat Mishra.
"Um fato positivo é que a maioria das empresas sabe disso e está criando programas internos para preencher essa lacuna, transformando talentos não-lapidados em gerentes e executivos", disse Mishra.
Nos Emirados, o governo está promovendo um programa de "emiratização", voltado para o treinamento de trabalhadores nascidos no país. A grande maioria dessas pessoas, no entanto, acaba trabalhando no setor público e as vagas em empresas privadas ficam com os estrangeiros.
Para Mishra, da Hewitt Associates, terá de haver parcerias público-privadas para que se desenvolvam bons profissionais na região. Aos governos, caberia aperfeiçoar o currículo escolar do ensino primário e secundário e ao setor privado implementar cursos vocacionais e contratar mais trabalhadores locais.
*Tradução de Gabriel Pomerancblum

