São Paulo – A receita das exportações brasileiras ao mercado árabe está em US$ 6,05 bilhões no acumulado deste ano até agosto. Houve uma pequena queda de 1% sobre o mesmo período do ano passado, influenciada pelo desempenho no mês de agosto. No último mês, as exportações aos árabes alcançaram US$ 860 milhões, contra US$ 978 milhões em agosto de 2008. De acordo com o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, a queda pode ser explicada pelo Ramadã. O período religioso – de jejum para os muçulmanos – começou em agosto e normalmente países islâmicos antecipam as importações, centralizando-as para antes dele.
“Como o Ramadã começou em agosto, as compras aconteceram principalmente até julho, garantindo o estoque de alimentos para o período”, explica Alaby. Tanto que houve queda nas exportações brasileiras de alguns alimentos para a região em agosto, como a carne bovina. Também houve recuo, no mês, das exportações de minérios de ferro. O secretário-geral afirma que o movimento é pontual, já que também os minérios são vendidos por encomendas antecipadas, e que em setembro deve haver uma retomada do crescimento nas exportações brasileiras para o mercado árabe.
No mês de agosto, entre os principais itens da pauta de venda ao mercado árabe em agosto estiveram açúcar, carnes e minérios. O maior comprador foi Emirados, com US$ 210 milhões, o segundo foi Arábia Saudita, com US$ 181 milhões, o terceiro Egito, com US$ 95 milhões, o quarto Argélia, com US$ 63,6 milhões e o quinto Síria, com US$ 46,5 milhões. Emirados, Argélia e Síria registraram aumento nas compras, mas Arábia Saudita e Egito compraram menos. As importações do mercado egípcio recuaram 45%.
No acumulado de janeiro a agosto, também carnes, açúcar e minérios ocuparam os primeiros locais na pauta. Os principais compradores foram Arábia Saudita, com US$ 1,3 bilhão, Emirados Árabes Unidos, com US$ 1 bilhão, Egito, com US$ 959,8 milhões, Argélia, com US$ 469 milhões, e Marrocos, com US$ 357 milhões. No período, apenas o mercado saudita apresentou recuo de compras do Brasil.
Se comparadas ao mês anterior, julho, os embarques brasileiros de agosto para o mundo árabe também tiveram queda. Elas recuaram em US$ 22 milhões, já que no sétimo mês deste ano o Brasil exportou US$ 883,6 milhões aos países da Liga Árabe. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nota destacando, porém, o crescimento de 29% das vendas do agronegócio para o Oriente Médio como um todo. Na região está parte dos países árabes. Um dos produtos agrícolas que tiveram crescimento de vendas para os árabes foram o milho e a soja. O Oriente Médio foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio em agosto.
Importações
As importações brasileiras de produtos árabes tiveram queda forte entre janeiro e agosto. Elas recuaram 56,8% de US$ 7,6 bilhões entre janeiro e agosto do ano passado para US$ 3,3 bilhões nos mesmos meses deste ano. Os principais fornecedores árabes do Brasil, no período, foram Argélia, Arábia Saudita, Líbia e Iraque, por ordem. O Brasil compra do mundo árabe principalmente petróleo e seus derivados.

