Da redação
São Paulo – As exportações brasileiras renderam US$ 160,65 bilhões em 2007, ultrapassando as estimativas do governo que previam US$ 155 bilhões em vendas externas para o ano. Houve um aumento de 16,6% em comparação com o valor de 2006. As importações, por sua vez, cresceram 32%, quase o dobro, e chegaram a US$ 120,61 bilhões. Os dados foram divulgados ontem (02) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Com uma ampliação mais forte das compras externas, o superávit comercial do Brasil diminuiu quase 14% em relação a 2006 e ficou em US$ 40,04 bilhões. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, ficou em US$ 281,23 bilhões em 2007, ou 22,7% a mais do que no ano anterior. Todos os números, com exceção do saldo comercial, foram recordes, segundo o ministério.
Os produtos manufaturados responderam por vendas externas de US$ 84 bilhões, os básicos por US$ 51,6 bilhões e os semimanufaturados por US$ 21,8 bilhões, sendo que aumentaram os embarques das três categorias: 27,6% para os básicos, 11,4% para os manufaturados e 11,2% para os semimanufaturados.
Entre os manufaturados ocorreram aumentos mais expressivos nas exportações de gasolina (52,7%), suco de laranja congelado (47,3%), aviões (45%), motores e geradores (28%), bombas e compressores (14,5%), polímeros plásticos (12,2%), veículos de carga (9,5%) e autopeças (7,5%).
No caso dos básicos as maiores altas foram registradas nas vendas de milho em grão (317,2%), carne de frango (43,7%), fumo em folhas (28,9%), petróleo bruto (28,7%), farelo de soja (21,8%), soja em grão (18%), minério de ferro (17,5%), carne suína (17%) e café em grão (14,9%). Já entre os semimanufaturados os destaques foram ferro-ligas (74,7% de aumento), celulose (21%), couros e peles (16,3%) e ferro fundido (13,6%).
No que diz respeito aos destinos houve, segundo o MDIC, aumento das exportações para todas as principais regiões econômicas, com a União Européia em primeiro lugar com crescimento de 29,7%, seguida dos demais países do Mercosul (23,6%), Ásia (19,4%), África (14,6%), Oriente Médio (10,9%), Europa Oriental (10,3%), países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) exceto os do Mercosul (8,5%) e Estados Unidos (1,8%).
Na seara das importações houve também crescimento em todas as categorias de produtos, com os bens de consumo em primeiro lugar com 33,2% de aumento, seguidos dos bens de capital (32,4%), combustíveis e lubrificantes (31,6%) e matérias-primas e intermediários (30,7%).
Houve ampliação das compras de mercadorias das principais regiões, como a Europa Oriental, que aumentou em 92,1% suas vendas ao Brasil, África (39,1%), Ásia (33,3%), UE (31,8%), Mercosul (29,2%), EUA (27%), Aladi exceto Mercosul (21,7%) e Oriente Médio (0,9%).
Dezembro
Em dezembro somente as exportações brasileiras renderam US$ 14,24 bilhões, 16% a mais do que no mesmo mês de 2006. Pelo quarto mês consecutivo a média diária das vendas externas ficou acima dos US$ 700 milhões.
As importações somaram em US$ 10,6 bilhões, um crescimento de 47% na mesma comparação, o que resultou em um saldo comercial de US$ 3,64 bilhões, 28% a menos do que em dezembro de 2006.
O MDIC destacou o crescimento expressivo das exportações para mercados não tradicionais ou com pequena participação na pauta, entre eles alguns árabes como Sudão, que importou o equivalente a US$ 5,9 milhões em dezembro, um aumento de 264% em relação ao mesmo mês de 2006, Líbia (US$ 20,5 milhões, 200% a mais), Kuwait (38,7 milhões, 105% a mais), Egito (US$ 107 milhões, 101% de aumento) e Omã (US$ 12,2 milhões, 72% de crescimento).

