Da redação
São Paulo – As exportações brasileiras de bens de capital renderam US$ 8,6 bilhões em 2005, desempenho 25% superior a 2004 e um novo recorde para o setor. Já as importações de máquinas e equipamentos aumentaram em 24,2% e chegaram a US$ 8,5 bilhões. Com este resultado o setor, que era tradicionalmente deficitário, registrou pelo segundo ano consecutivo um superávit em sua balança comercial. Os dados foram divulgados hoje (07) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
De acordo com a entidade, influenciaram o crescimento das exportações a consolidação de mercados, a diversificação de destinos e incentivos concedidos pelo governo brasileiro. Do outro lado, as compras externas foram influenciadas, segundo a Abimaq, pelo aquecimento da economia do país, o que gerou aumento na demanda por produtos não fabricados pela indústria nacional. O superávit nas contas do setor cresceu de US$ 4,57 milhões para US$ 100 milhões.
Os principais destinos das exportações brasileiras foram os Estados Unidos (28,1% do total), Argentina (11,5%), México (6,6%), Alemanha (6,3%) e Reino Unido (5,3%). Os maiores fornecedores do Brasil foram os EUA (27,9%), Alemanha (18,3%), Japão e Itália (8,5%), França (4,7%) e China (3,2%).
Faturamento
O setor como um todo faturou R$ 55,9 bilhões no ano passado, um crescimento de 18,3% em comparação com 2004. Além do desempenho das exportações, ocorreu um aumento de 17,8% no consumo interno de máquinas e equipamentos.
Os investimentos feitos pelos industriais do setor em 2005 somaram US$ 6,2 bilhões. Embora o valor seja recorde, a Abimaq diz que ele ficou abaixo do esperado. A indústria de máquinas e equipamentos fechou o ano com 212 mil empregados, 2,4% a mais do que em 2004.

