São Paulo – Os produtores brasileiros enviaram volume recorde de café ao exterior no último ano safra da cultura, de julho do ano passado a junho deste ano, segundo números divulgados nesta quarta-feira (08) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). O volume atingiu 36,4 milhões de sacas de 60 quilos, com crescimento de 6,9%, e o faturamento foi de US$ 6,8 bilhões, 28% maior que na safra anterior.
No primeiro semestre deste ano, a receita das exportações brasileiras de café também cresceu, em 8,9% sobre os seis primeiros meses do ano passado, e foi para US$ 3,1 bilhões. O volume embarcado avançou 0,4% e ficou em 17,6 milhões de sacas.
Para os países árabes houve aumento no faturamento com as exportações de café, mas ocorreu queda no volume embarcado. O Brasil obteve US$ 106,6 milhões de janeiro a junho no comércio de café com os árabes contra US$ 97 milhões no mesmo período de 2014, aumento de 9,8%. Os envios somaram 704,6 mil sacas, recuo de 4% sobre as 734,8 mil sacas embarcadas entre janeiro e junho do ano passado.
O diretor-geral da CeCafé, Guilherme Braga, destacou o desempenho recorde da safra 2014/2015, principalmente as exportações do café do tipo conillon, que cresceram 133% no período, somando 4,5 milhões de sacas. O conillon, junto com o arábica, é um dos tipos diferenciados de café, que têm maior valor agregado.
No primeiro semestre, a Europa foi a principal compradora do café brasileiro no mercado internacional, com 54% do total embarcado. A América do Norte ficou com 24% do total, a Ásia com 16% e a América do Sul com 3%. Individualmente, os Estados Unidos foram o maior mercado, seguido da Alemanha, Itália, Bélgica e Japão.


