Da redação
São Paulo – As exportações brasileiras de carne bovina renderam US$ 1,4 bilhão nos quatro primeiros meses de 2007, um aumento de 43,34% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas hoje (07) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O volume embarcado chegou a 888 mil toneladas, um crescimento de 34,93% em relação ao período de janeiro a abril de 2006.
A Rússia permaneceu em primeiro lugar entre os principais compradores de carne in natura brasileira no primeiro quadrimestre, com 230 mil toneladas embarcadas a US$ 304 milhões. O Egito, por sua vez, continua a ocupar a segunda colocação, com 69 mil toneladas adquiridas a US$ 118 milhões.
No que diz respeito à carne industrializada, os Estados Unidos foram os maiores compradores, com 54 mil toneladas comercializadas a US$ 103 milhões. Em segundo lugar aparece o Reino Unido, para onde foram embarcadas 55 mil toneladas a US$ 58 milhões.
Em abril somente, as exportações brasileiras de carne renderam US$ 345 milhões, um aumento de 39,41% de aumento em comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume embarcado foi de 212 mil toneladas, 37,35% a mais.
"Já faz um tempo que os exportadores passaram a vender cortes especiais, produtos elaborados para mercados mais exigentes. A conseqüência é que passamos a ganhar o campeonato de preço, pois no de volume mantemos a dianteira desde 2003", disse o presidente da Abiec, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, segundo nota divulgada pela entidade.
De acordo com a associação, uma das principais atividades de marketing desenvolvidas pelo setor são os churrascos promocionais em países compradores. O mundo árabe tem sido alvo constante deste programa. Amanhã (08), segundo a Abiec, será realizado um churrasco em Amã, capital da Jordânia, e no dia 12 outro no Marrocos. Já foram organizados, este ano, eventos do gênero em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em Roma, na Itália.
Segundo a Abiec, em cada churrasco são convidadas cerca de 200 pessoas entre jornalistas, importadores e representantes de governos.

