Da redação
São Paulo – As exportações brasileiras de máquinas renderam US$ 9.6 bilhões em 2006, um aumento de 12,4% em comparação com 2005, segundo dados divulgados hoje (09) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). De acordo com a entidade, as vendas externas cresceram quase 160% em cinco anos. Em 2002, elas haviam somado US$ 3,7 bilhões.
O presidente da Abimaq, Newton de Mello, no entanto, destacou, segundo nota da entidade, que o ritmo do crescimento diminuiu no ano passado, já que em 2005 os embarques aumentaram em 40% na comparação com 2004. Em sua avaliação, a valorização do real frente ao dólar tem tirado competitividade das indústrias brasileiras porque torna o produto nacional mais caro no exterior. Para ele, o desempenho positivo, apesar da taxa de câmbio, é devido aos esforços feitos pelos empresários na venda de seus produtos lá fora.
Segundo a Abimaq, o Brasil está em 20° lugar no ranking dos maiores exportadores mundiais de máquinas e equipamentos, sendo que os líderes são Alemanha, Estados Unidos, Japão, Itália e Reino Unido. Os principais importadores do Brasil são Estados Unidos, com compras de US$ 2,7 bilhões em 2006, um crescimento de 12,5% em comparação com 2005, Argentina (US$ 1,2 bilhão, mais 19,5%), Alemanha (US$ 610 milhões, mais 12%), México, Reino Unido, Venezuela, Chile e China.
As importações brasileiras de máquinas e equipamentos, por sua vez, ficaram em US$ 9,8 bilhões no ano passado, um aumento de 15,9% em relação ao ano anterior. A balança comercial do setor voltou a registrar déficit, quando em 2005 teve um superávit de US$ 100 milhões, sempre de acordo com a Abimaq. Os principais fornecedores do Brasil em 2006 foram Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e China.
No geral, o setor teve um faturamento de R$ 54,8 bilhões no ano passado, 1,9 a menos do que em 2005. O número de empregos na indústria de máquinas estava em 207.938 em 31 de dezembro do ano passado, uma queda de 2% em relação a 31 de dezembro de 2005.

