Da Agência CNI
Belém – As exportações paraenses cresceram cerca de 40% em 2006, apresentando um superávit comercial seis bilhões de dólares, um recorde histórico para o Estado. No ranking do comércio exterior brasileiro, o Pará ocupa a oitava colocação e representa o terceiro maior saldo da balança comercial, ficando atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo. Com estes números, o Pará apresenta um crescimento acima da média nacional que, em 2006, foi de 16,20%. Os dados são da Balança Comercial do Pará referente ao ano de 2006 e foram divulgados na última segunda-feira (29) pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos.
Segundo o levantamento, entre os principais produtos da pauta de exportação do Pará estão os minerais, com destaque para a alumina, matéria-prima do alumínio. Em 2005, a exportação de alumina chegou a mais de US$ 422 milhões. No ano passado, a comercialização do produto foi de US$ 922 milhões, o que representa um aumento de 118%. Outros minerais que apresentaram crescimento nas exportações foram: cobre (71%); alumínio (49%) e ferro-gusa (36%).
Entre os produtos tradicionais, a exportação de couros e peles conquistou destaque. Considerados de pouca representatividade, os produtos tiveram um crescimento de 593% no ano passado. Em 2005, couros e peles atingiram a marca de comercialização de US$ 3 milhões, mas em 2006, este valor subiu para US$ 26 milhões. Os produtos tradicionais como madeira, camarões congelados e sucos de frutas também tiveram crescimento expressivo. Entre os produtos não tradicionais que se destacaram na pauta de exportação está o boi vivo. A venda do produto no mercado internacional subiu de US$ 14 milhões, em 2005, para US$ 45 milhões, em 2006, o que corresponde a um aumento de 203%.
De acordo com a Balança Comercial Paraense, dos 23 principais produtos que compõem a pauta de exportação, apenas seis apresentaram variação negativa em suas vendas: bauxita ( -22,62), manganês (61,32%), castanha do Pará (-59,96), dendê (-37,11), móveis e artigos em madeira ( -11,62) e a soja (-5,19).
Para o presidente da FIEPA entre os principais motivos para bom desempenho das exportações paraenses figuram o crescimento da economia mundial e a os investimentos das empresas paraenses. "As exportações de diversos produtos, sobretudo das commodities minerais, foram beneficiadas pelo aumento das cotações internacionais e o empenho dos empresários locais em colocar seus produtos em novos mercados", disse Conrado.

